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UM PONTO DE OURO!

  • Foto do escritor: José Dalai Rocha
    José Dalai Rocha
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura
Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Universidad Católica 0 x 0 Cruzeiro.


Após um primeiro tempo em que tivemos 70% de posse de bola, com sete finalizações, sem marcar, passamos sufoco na etapa final, jogando com 10 desde o início pela expulsão de Arroyo. O árbitro colombiano, Andrés Rojas, não poderia ser pior, principalmente por distribuir cartões amarelos contra o Cruzeiro, punindo lances que deixava passar em branco contra os chilenos. 


Não precisava desse reforço pra complicar nossa noite: bastava a chuva intensa, o frio de 7 graus e o gramado sintético. Tudo  estava contra. A favor apenas a força que vem das páginas heroicas imortais. Foi uma batalha terrível no segundo tempo, mas soubemos sofrer enquanto surpreendentemente, se avultava, jogada em jogada, o goleiro Otavio, de 20 anos, eleito pela Rádio Itatiaia o melhor em campo.


Cruzeiro pernoitou em Santiago e viaja nesta manhã direto pra Salvador. Vai enfrentar o Bahia, sábado, pelo Brasileiro.


BATE PAPO NO QUINTAL


1- Bernardo, pós clássico:


“39 vitórias a mais na história dos confrontos. Isso não é uma rivalidade. Não devemos chamar de freguês - é cliente platinum!”


Halisson Souza aproveita o vácuo e bate de chapa:


“Esqueceu de mencionar o nó tático que o herói português levou do modesto técnico Eduardo Dominguez. Proporcionou o vexame em frente aos incrédulos 52 mil cruzeirenses presentes.”


Alejandro não alivia:


“O time do Cruzeiro entrou com a certeza de que passaria o trator por cima, mas não foi isso que aconteceu. A autoestima do atleticano estava embaixo, mas  nesses momentos a Massa mostra que é diferenciada, não é o Atlético de Hulk, como a mídia do eixo gosta de falar. É o Galo da Massa...

Esqueceram que do outro lado havia uma camisa, que futebol é jogado... Everson poderia ter entrado  de terno branco que não sairia sujo;  se não fosse a burrice de Lyanco e a infantilidade de Junior Alonso, a derrota poderia ter sido maior...

Parafraseando Fernando Rocha: “Há uma teoria antiga das arquibancadas atleticanas: no momento difícil, pra reabilitar o Atlético, só mesmo o time do Cruzeiro.”


Meus caros  Bernardo, Halisson e Alejandro,  que bom vocês aparecerem... a gente tava numa seca braba de atleticanos neste QUINTAL. Todo mundo sumiu.


Agora, com aquele acidente de percurso, Atlético e Cruzeiro mostrando exatamente o contrário do que vinham exibindo, muitos já colocam as manguinhas de fora. Por sorte, todos escreveram antes da terrível noite uruguaia de terça-feira.


Vamos por partes, como diria Jack:


Bernardo, se você gosta tanto assim de estatística, que tal abandonar jogos do  início  do século passado e focar os dois grandes estádios de BH: Mineirão e MRV?


Vamos lá:  


Mineirão: 90 vitórias do Cruzeiro, contra 81 do Atlético. 292 gols azuis, 273 atleticanos.


Estádio MRV -  7 clássicos disputados até hoje. O Cruzeiro venceu 3, houve 2 empates e duas vitórias dos donos da casa.

Lembra? Daí a mudança do nome: Meu Rival Venceu.


Halisson, não confunda a parte pelo todo. A vitória no clássico não era nem imaginada pelos atleticanos. Surpreendeu todo mundo. Entramos de salto alto, ganhando na véspera e perdendo em campo, onde entramos só com 9. Isto não vai se repetir.


Alejandro, essa saga de um time reabilitar o outro em momentos difíceis tem mão dupla. Remember 2011,  em Sete Lagoas.  Um empate contra o Atlético nos levaria para a Série B. Cruzeiro em frangalhos.  Surgiu a goleada histórica e histérica de 6 x 1.


2- Marcos Mineiro diagnostica excesso de carga no Cruzeiro:


“... o esforço despendido foi tremendo, com 6 vitórias, 3 derrotas e um empate. Em algum momento essa atuação fraca teria mesmo de acontecer. Principalmente quando os reservas não estão à altura dos titulares, além de algumas intervenções do técnico não terem sido tão eficientes: por exemplo, quando prefere um garoto inexperiente a dois laterais que, mesmo não estando no auge de sua forma, têm muito mais experiência;  a teimosia mostrada quando fez entrar Matheus Henrique ao invés de Lucas Silva...”


Marcos Mineiro, excelente análise. Tomara que Artur Jorge leia o QUINTAL.


3- Amanda Filgueiras quer saber: 


“Cruzeirense e professora de português leio o QUINTAL e, quase sempre, anoto o Garimpo para trabalho de classe com meus alunos. Uma curiosidade, de onde você tira tantos bons provérbios?”


Amanda, recebo preciosa colaboração de amigos e tenho bons livros específicos, com destaque para o genial e enciclopédico Ruy Castro: “Mau humor – uma antologia definitiva de frases venenosas.”


4- Adamastor Câmara complica o blogueiro:


“Dalai, é incrível não ter acontecido nada quanto às investigações do escândalo-Master após aquela vergonhosa confraternização  de Alcolumbre com Jaques Wagner, líder do PT no Senado, quando definida a recusa de Jorge Messias para o STF. A legenda da  foto poderia ser esta: “A união faz a força entre os que têm rabo preso.” Como se sabe, no Amapá, o fundo de previdência dos servidores investiu R$ 400 milhões no Master, sob gestão de um afilhado político de Alcolumbre. Na Bahia há políticos do PT envolvidos com Vorcaro. Jaques Wagner estaria entre eles.”


Adamastor, há pouco abordamos neste QUINTAL o risco de se normalizar o escândalo. Infelizmente, é o que estamos fazendo. Pouco a pouco perde-se a capacidade de se indignar. É o mais grave.


A propósito, Álvaro Costa e Silva, em sua coluna de terça-feira, na Folha de São Paulo,  começa com esta frase:


"As últimas jogadas de Davi Alcolumbre sugerem que, em matéria de traição e velhacaria, ele está disposto a superar Eduardo Cunha.”


Álvaro lembra ainda que um dia antes da votação sobre Messias, Alcolumbre jantou na casa do ministro Alexandre Moraes.


Isto não é deixar digitais comprometedoras. Isto é confissão!


GARIMPO


“A lógica, como o cearense, está em toda parte.”

(Mendes Fradique)

 
 
 

4 comentários


Leo
há 15 horas

Dalai,


Esse jogo me fez lembrar os tempos da Supercopa dos Campeões da Libertadores da América!

Tenho 43 anos, sou natural de Ponte Nova - MG. Da minha recordação, em 91 e 92 foram os meus anos iníciais nas páginas heróicas e mortais.

Meu saudoso pai, o marceneiro Paladino levava eu e o meu irmão gêmeo Leandro para assistir num dos poucos bares que transmitiam os jogos do La Bestia.

Quando revejo os jogos que nos levou ao bicampeonato, é impressionante como me toca a emoção que senti na época.

Eu só tinha 9 anos em 92! Lembro de todos os jogadores, Na época, o meu pai colocou o apelido de Mário Tilico para um amigo meu da escolinha de…

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Bernardo
há 3 dias

Dalai,

Porque limitar ao início do século passado?

Vamos abandonar as estatísticas anteriores a 2020?

Campeonatos Brasileiros: Galo 1x0

Copas do Brasil: Galo 1x0

Campeonatos Mineiros: Galo 7x1

Anos na série B: 0x3 Cruzeiro


Não confunda o todo pela parte.

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Marcos Mineiro
há 4 dias

Esses jogos dessa Libertadores estão parecendo aqueles de 30 anos atrás, quando nos campos da América do Sul só havia pancadarias com a aceitação passiva dos juízes de língua espanhola. Aargentinos, colombianos, chilenos, peruanos e uruguaios faziam o que queriam e os juízes nunca diziam nada! Tanto era assim, que os argentinos foram campeões um monte de vezes. Aí, a coisa melhorou e o Brasil tomou conta. Agora está começando de novo; Outro dia, os argentinos do Boca aprontaram no Mineirão. Ontem, também lá no chile, com o juiz sacaneando o tempo inteiro. E aCBF, calada, se borrando de medo !!!!!!

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Marcos Amaral
há 4 dias

Respira Arroyo

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