OLHA NÓIS AÍ!
- José Dalai Rocha

- há 10 horas
- 4 min de leitura

Aos trancos e barrancos, perdendo gols “daqueles”, desprezando escanteios e faltas, pois não sabemos mesmo o que fazer com eles... ainda assim voltamos da Bahia trazendo mais que acarajés. Temos de finalizar 20 vezes, pra acertar duas. Trocar passes no meio de campo até a bola cansar daquele vai-e-vem e encontrar, ela própria, outros rumos...
Ainda estamos assim, mas não vamos continuar assim porque os atores em campo se destinam a papéis maiores. Falta “apenas” afinação mais aguda. O olhar de cumplicidade que atrai a bola para um ponto futuro, fatal. Ainda somos uma orquestra sinfônica tocando (mal) funk.
Não demora e Artur Jorge, com sua comissão técnica, vão descobrir a arma perigosa em que pode se transformar um escanteio bem cobrado. Grandes equipes fazem dela a carta na manga pra decidir jogadas. Não é necessário ensaiar 10 variações. Bastam 3: A.B e C, conforme o desenvolver do jogo. O importante é que os jogadores decorem a lição de casa. Quem cobra o escanteio avisa, com o gestual próprio, a jogada que vai sair. E aí nos posicionamos para o ataque. Será tão difícil assim, como vimos mostrando nos jogos, ensaiar isto? É incompetência de quem? Os que ensinam? Os que precisam aprender?
Resolvam este imbróglio. Até agora, quando há falta ou escanteio a nosso favor, e estamos perdendo o jogo, é melhor entregar a bola ao goleiro adversário e recomeçar logo, pra não perder tempo. Repito: não sabemos cobrar escanteio ou bater falta próxima da área. Absurdo!
BATE PAPO NO QUINTAL
1. Amanhã tem mais - 21h30, Mineirão, contra o Goiás. Jogo de volta do mata-mata da Copa do Brasil. Na primeira partida, 2 x 2. Voltam os suspensos, reforçando uma equipe que começa a acordar. E não pode mais brincar de perder pontos. Sábado será o Palmeiras, em São Paulo, às 21h.
2. Domingo azul - Decidindo com o Vôlei Renata a final da Superliga Masculina, o Sada-Cruzeiro tornou-se decacampeão. 3 sets a zero, no ginásio do Ibirapuera. Em Minas e em vários rincões do Brasil e do exterior, ficou tudo azul.
O Vôlei Renata havia vencido o Cruzeiro em duas finais neste ano, ficando com os títulos da Copa Brasil e do Sul-Americano.
O Sada Cruzeiro é cinco vezes campeão mundial de vôlei, 11 vezes campeão sul-americano, 10 vezes campeão da superliga. Ao todo são 60 títulos. Ninguém venceu mais.
3. Alerta geral – Algumas vezes já lembramos aqui a arte refinada de grandes zagueiros,
passando temporadas inteiras em alta performance, sem cometer sequer uma falta. Dentre eles, Gamarra e Luizinho. O primeiro disputou copa do mundo pelo Paraguai, compondo sempre a seleção da rodada. Nenhuma falta.
Não podemos exigir esse virtuosismo de nossa defesa, mas aquelas entradas com 100% de imprudência, misturando bola com perna de jogador, têm de acabar. Não sem razão, somos uma das piores defesa do campeonato e a mais punida com cartões amarelos e vermelhos. Isto não é normal. Reflete corda bamba no comando. Multas pesadas serão sempre um bom inibidor. Desde sempre, o bolso é o órgão mais sensível do corpo humano.
4. Bernardo, na disputa de Maior de Minas, redescobriu a pólvora.
“Dalai, porque limitar ao início do século passado? Vamos abandonar as estatísticas anteriores a 2020?
Campeonatos brasileiros: Atlético 1 x 0
Copas do Brasil: Atlético 1 x 0
Campeonatos Mineiros: Atlético 7 x 1
Anos na série B: O x 3 Cruzeiro.
Não confunda o todo pela parte.”
Meu caro Bernardo, seja sincero. Ao escrever esse texto você não sentiu o rosto ligeiramente ruborizado? Porque você pinçou exatamente o período em que o Cruzeiro, após sofrer um tsunami interno sem parâmetro em outros grandes clubes, passou a enfrentar, como o mundo todo, a pandemia do Covid. Foi difícil reagir porque enquanto todos apenas cambaleavam, a gente estava nocauteado.
Focando só esse período você conseguiu uma façanha não alcançada por nenhum outro clube brasileiro: ter vantagem, em Copa do Brasil, sobre o Cruzeiro.
Bernardo, se quiser apagar seu texto meu editor-revisor Rafael Rocha consegue isto rápido.
5. Marcos Mineiro denuncia o que todo o Brasil está vendo:
“Esses jogos desta Libertadores estão parecendo aqueles de 30 anos atrás, quando nos campos da América do Sul só havia pancadarias com a aceitação passiva de árbitros de língua espanhola. Argentinos, colombianos, chilenos, peruanos e uruguaios faziam o que queriam e os árbitros nunca diziam nada! Tanto era assim que os argentinos foram campeões um monte de vezes. Aí, a coisa melhorou e o Brasil tomou conta. Agora está começando de novo; outro dia, os argentinos do Boca aprontaram no Mineirão. Semana passada, no Chile, com o árbitro sacaneando o tempo inteiro. E a CBF, calada, se borrando de medo!!”
Marcos, mudaram, sim, a postura. É como se integrassem um sistema único visando retomar a hegemonia do Brasil na Libertadores. As arbitragens estão escandalosas no favorecimento dos que hablan espanhol. A CBF e os Clubes têm de protestar com veemência, exibir forte indignação. A vaca está indo para o brejo.
6. Mary George Tavares entrou no QUINTAL por acaso:
“No último feriado, em uma pousada com familiares, topei com seu livro, QUINTAL DO DALAI, gostei e quero presentear alguns amigos cruzeirenses. Qual é o preço e como faço para adquirir?”
Mary, o livro custa R$ 60,00 e pode ser adquirido na Livraria da Rua (Antônio de Albuquerque, 913, Savassi) ou por intermédio de Pix 31984661229.
GARIMPO
“A melhor maneira de segurar os filhos em casa é fazer do lar um lugar agradável – e esvaziar os pneus do carro.”
(Doroty Parker)




É muito dificil ler/ouvir essas “abobrinhas” de quem, nitidamente, morre de inveja!
Prefiro ficar com o que disse o famoso Voltaire:
“O mais competente não discute, domina a sua ciência e cala-se.”
Voltaire
Temos que ter cuidados com agentes externos.
...
Uns não sabem bater lateral
O ressurgimento é assim mas temos potencial pra mais