PONTO DE PARTIDA!
- José Dalai Rocha

- há 4 dias
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Suado, chorado, reclamado, foi assim ontem o nosso primeiro ponto no Brasileiro com o 2 x 2 contra o Mirassol, invicto ali há 20 partidas. Perdemos 8, nos primeiros 9 pontos disputados. Ainda faltam 105 pontos, distribuídos em 35 rodadas. Tempo demais para nos reencontrarmos com o futebol do ano passado. As condições para isto até melhoraram. Falta um estalo.
Os dois times jogaram pra vencer e mereceram vencer. Mas por um detalhe creio que o mérito maior foi do Cruzeiro: desde o inicio do segundo tempo, com a entrada de Sinisterra, passamos a jogar com 10. O colombiano é craque, sem qualquer dúvida, mas ontem apenas assinou a súmula e entrou em campo. Não jogou. Na primeira intervenção, perdeu gol, sozinho na entrada da pequena área chutando pra fora bola rasteira cruzada da direita. Em outros lances pareceu aprendiz de futebol. Pra aumentar nosso lamento e potencializar a falha de Sinisterra, minutos depois o atacante Negueba pega de sem-pulo bola alta na entrada da área e faz 2 x 1 para o Mirassol. O espantoso grau de dificuldade da jogada, em contraste com o gol perdido por Sinisterra, aumentou o desespero azul atenuado no final com o empate.
Valeu a pena.
Agora é sábado em Patos de Minas. 7 da noite contra a URT.
BATE PAPO NO QUINTAL
1. Atlético 3 x 3 Remo - Estava recebendo visita de um amigo baiano e, após o final do jogo do Cruzeiro, desligamos a tv para um lanche na sala de jantar. Na Arena MRV ,empate de 1 x 1. De repente, um foguetório ensurdecedor. “Que é isto”? perguntou ele. É gol do Atlético, respondi. A vantagem durou pouco. Veio o empate. 3 x 2 pró Remo. No final, 3 x 3. Um rumor estranho surgiu do bairro California, atingindo boa parte da cidade. Como está boa a acústica.
2. Antônio Bentes - sobre a abordagem da “culpa in elegendo” e a política brasileira:
“Dalai, no mesmo dia em que você sugeriu a inclusão de norma constitucional punindo quem indica ladrão pra gerir recursos públicos, na Inglaterra autoridades que estiveram ligadas de alguma forma à indicação de embaixador nos Estados Unidos envolvido no escândalo Jeffrey Epstein estão pedindo demissão. Bom exemplo.”
Meu caro Antônio, não há outra forma de reduzir drasticamente os índices de corrupção no Brasil. Temos de vincular constitucionalmente os responsáveis pela colocação de bandido gerindo recurso público. Mas para isto precisamos de mobilização social. Seria muito bom que outras pessoas se pronunciassem pelos meios de comunicação disponíveis. O povo tem de forçar este recurso extremo pra estancar as cachoeiras de corrupção. Exigir este compromisso do candidato a deputado ou senador que muito breve vai pedir nosso voto.
3. Incrível, fantástico, extraordinário - Pensei que em minha vida, que já não é curta, jamais veria o impossível acontecer no campeonato mineiro: Atlético reclamar de arbitragem escalada pela FMF. Cena inimaginável. O normal é mão grande escandalosa sempre favorecendo o afiliado preferido da Federação. Como é notório, cerca de 40% dos títulos de campeão mineiro conseguidos pelo Atlético têm as digitais da mais deslavada rapinagem. Vergonha das vergonhas. Daí o espanto com as recentes reclamações de atleticanos, liderados pelo historiador Manuel Panhame, contra as arbitragens paroquiais.
Lances duvidosos que, até então, há mais de 50 anos, eram sempre decididos a favor do Atlético, vão ganhando outro enfoque. Milagre da racionalidade? Divergência no feudo da FMF? Há algo no ar, além dos aviões a jato? Moralidade, isenção, ainda que tardias serão sempre bem-vindas.
Quanto ao historiador Manuel Panhame, abandonando todo resquício de prudência no que tange ao campeonato mineiro, já está comemorando o título (?). Pega carona no “Nobody Can Live Forever”, de Tim Maia, pra dizer que nada mais é possível ser feito e o Atlético será campeão...
Meu caro Panhame, o historiador sucede aos fatos. Não antecede.
GARIMPO
“Há três classes de pessoas: as que sabem; as que não sabem e sabem que não sabem; e as que não sabem, mas acham que sabem. Estas últimas são as mais perigosas.”
(Nicolau Maquiavel – 1469-1527, filósofo italiano)




É isso mesmo! Um ponto de partida! Não é nada, não é nada... não é nada!
Devagar se vai BBBeeeemmmm longe!
Agora é manter esse ritmo das três primeiras rodadas.
E nessa toada, é só esperar que vejo vocês na Segunda. Vejo sim! Até lá!