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AMANHÃ À NOITE, DUELO NO MINEIRÃO: CRUZEIRO X BOCA

  • Foto do escritor: José Dalai Rocha
    José Dalai Rocha
  • 27 de abr.
  • 4 min de leitura
Mateus Dutra/Cruzeiro
Mateus Dutra/Cruzeiro

Briga de cachorro grande. Tirem as crianças da sala. Durante décadas estes dois gigantes disputaram palmo a palmo a predominância nas Américas, encantando milhões de torcedores. Surgiu daí, para o Maior de Minas, o epíteto que assombrava adversários: La Bestia Negra!


As conquistas se alternavam e na última, embora ainda combalidos pelo tsunami e a pandemia, vencemos por 2 x1, em 22 de agosto de 2024, eliminando os argentinos da Sul-americana.


Nesta terceira rodada do Grupo D da Libertadores, o Boca lidera com 6 pontos e o Cruzeiro em terceiro, com 3.


O momento do time é de expectativa positiva, com o treinador Artur Jorge conseguindo mostrar em campo a contundência ofensiva que caracteriza o seu trabalho. Ao mesmo tempo, craques felizmente renascem, como Gerson, Jonathan Jesus e Christian,  enquanto  outros se apresentam ao torcedor, como Arroyo. Gratíssima surpresa.


BATE PAPO NO QUINTAL


1. Remamos! - Coração na mão, sábado,  conseguimos vencer o Remo, pela primeira vez em Belém. 1 x 0, placar mínimo que vale muito mais ante as péssimas condições do estádio Baenão.  Pelo menos 10 lançamentos verticais se perderam na linha de fundo, pela  aparente força excessiva nos passes, mas,  em verdade, com o “gramado de jardim” como definiu o técnico Artur Jorge antes do inicio da partida, era impossível calibrar a velocidade da bola.


Apesar dessa dificuldade material, a equipe mostrou evolução no entrosamento, confirmando a excelente forma de Arroyo na ponta direita: um gol de almanaque desde a sua origem num lateral,  com luxuosa participação de Bruno Rodrigues dando o passe de calcanhar. Outro destaque é o nascimento da dupla Jo-Jo, brilhando na zaga: Jonathan Jesus e João Marcelo passaram tranquilidade para a defesa que tinha no gol o estagiário Matheus Cunha. Felizmente pra nós e pra ele a primeira e única finalização do Remo acertando o alvo ocorreu aos 43 minutos do segundo tempo. Matheus falhou num escanteio, nos minutos finais, deixando de afastar a bola na pequena área, com o atacante do Remo ganhando a disputa e cabeceando pra fora. Por um milagre não tomamos o gol de empate. Acho imperdoável o goleiro, que pode pular e usar as mãos pra tocar a bola alçada na pequena área, perder  para o atacante que só pode cabecear. Falta-lhe também o “timing” pra deixar a meta e se antecipar nos lançamentos verticais do adversário. Lamentavelmente, não passa confiança. No jogo contra o Goiás, Otavio saiu da meta foi à frente e “matou” na nossa intermediária um lançamento agudo para o atacante que iria penetrar sozinho. Matheus não tem demonstrado esta pré-visão do lance.


Outra vez, Gerson ficou entre os melhores em campo, dominando o meio, voltando pra defender e compondo ataques efetivos. Boas perspectivas para as próximas “batalhas finais” que se aproximam. 


2. Cadê eles?  - Eurípedes Carlos Benevenuto quer saber:


“Dalai, onde estão os atleticanos deste QUINTAL? João de Deus Filho, Manuel Panhame, Galo Doido Nova York e tantos outros que usavam e abusavam das gozeiras? Não falam nada. É como se mudassem de país e adotassem novo esporte: o surfe, por exemplo.”


Meu caro Eurípedes, passarinho não pia quando, no verão,  está mudando de pena. Só que no caso deles, vieram outono, primavera, inverno... e o silêncio continua ensurdecedor.


3. Melquiades Anters quer levar o blogueiro de novo para  alvo do pelotão de fuzilamento:


“Dalai, sou professor e uso bastante o QUINTAL como tema de debates para os alunos,  principalmente o GARIMPO. Nestas duas últimas semanas comentamos o Supremo  Tribunal Federal e o Trio Parada Dura que continua manchando a Justiça: Alexandre de Moraes, Dias Tófolli e Gilmar Mendes.”


Melquíades, a permanência deles nos processos  em que estão direta ou indiretamente envolvidos é um absurdo jurídico que não tem parâmetro em nosso Direito. Quando, se dizendo ofendidos, eles próprios determinam providências processuais em seu benefício é de fazer jurista morto se revirar no túmulo. Isto é o bê-á-bá do direito processo.  Considerando-se ofendidos deveriam fazer como qualquer cidadão: constituir advogado e representar contra o ofensor. Nunca, jamais, em tempo algum, como vítima, abrir um processo no qual vão figurar como parte.


4. Carlos  Boaventura Ramos não alivia:


“Dalai, você vive criticando ministros do Supremo pedindo que revejam seu aferidor de bom senso e ética. O que é isto? Ninguém entende o que você escreve!”


Carlos, é possível que você tenha razão. Vou tentar me redimir. Nos tempos de ensino médio, no saudoso Colégio Anchieta, em Belo Horizonte, tive o privilégio de ser aluno do professor de português Mauro Mendes Vilela a quem muito devo o gosto pela redação. Numa de suas aulas antológicas, divagando, ele nos falou sobre senso ético e moral. Nos convidou a imaginar uma régua com o ponto zero e à direita, de 1 a 10 positivos. À esquerda, de 1 a 10 negativos. Sem movimentação ou desafios, estamos sempre no ponto zero. Com boas ações, opções dignas, vamos avançando na coluna da direita. Ao contrário, maus procedimentos, pisadas de bola horrorosas, vão nos conduzindo para o lado negativo. O grande perigo, alertava o professor Mauro Mendes Vilela, é que a reiteração de atos censuráveis vai deslocando sublinarmente na nossa cabeça o ponto zero para a região do menos 5 ou menos 6. Passa a ser “normal” incorrer nas contravenções penais e alguns delitos. O errado, ilegal ou injusto passa a ser depois do menos 6. Esta anestesia ética está fazendo alguns ministros atuarem, por exemplo, em processos nos quais o réu é defendido por sua esposa, ou em processos nos quais, ao lado dos  réus, estão atolados até o pescoço. Há outras barbaridades semelhantes.  Bom senso e ética, pra eles, está no “ponto zero”. Para o resto da nação, ultrapassa o “menos 10”. A Folha de São Paulo, maior jornal da América do Sul, trouxe editorial na primeira página, ontem, descarnando esta vergonha.


5. Que saudade! Na mesma edição da Folha, Tostão abre sua coluna recordando a dupla que fazia no Cruzeiro, com Dirceu Lopes: 


“Eu era um meia-atacante, um camisa 10, que usava a 8, enquanto Dirceu Lopes era um meio-campista, um camisa 8 que jogava com a 10.”


O eterno craque abordava na coluna a sua perspectiva otimista para a dupla Gerson-Matheus Pereira.


6. Rafael vem aí – A próxima coluna, quinta, dia 30, última do mês, como sempre será escrita pelo nosso editor-revisor. Outra vez mais, neste QUINTAL, a visão jovem, arguta sobre as coisas do Maior de Minas.


 GARIMPO


“Conversa de mais de dois é comício”.

(Benedito Valadares)

 
 
 

1 comentário


Marcos Amaral
há 7 dias

Tirem as crianças da sala....

Amanhã Arroio vai virar Rio


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