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VALE A PENA?

  • Foto do escritor: Rafael de Novaes Rocha
    Rafael de Novaes Rocha
  • há 21 horas
  • 5 min de leitura

(Por Rafael de Novaes Rocha)


Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr
Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Com Tite na corda bamba, o Cruzeiro fez o dever de casa e chegou à final do Campeonato Mineiro após vencer o Pouso Alegre diante de 31 mil espectadores no Mineirão. 1 a 0 magro no apagar das luzes.


Até o momento, a equipe treinada por Adenor não conseguiu convencer ninguém. Em outras temporadas, isso não seria um problema ainda no primeiro trimestre. A questão é que neste ano atípico, com a largada precoce do Brasileirão, o Cruzeiro ainda não encontrou seu rumo. A situação é delicada: dois pontos em DOZE; nenhuma vitória; a amarga DÉCIMA NONA posição; e o segundo pior início de campeonato da história do clube nos pontos corridos.


É difícil enxergar perspectivas de melhora. Os sinais positivos são escassos e o desempenho do time é bastante desanimador. A insistência da diretoria em manter a comissão técnica pode até parecer uma boa ideia para a continuidade do trabalho; porém, esse trabalho não dá sinais de que sequer chegará a algum lugar.


Com ou sem Tite, o Cruzeiro precisa urgentemente acordar e correr atrás do prejuízo no Campeonato Brasileiro, que será retomado após o final dos estaduais. Um bom momento para uma virada de chave seria uma dobradinha de vitórias: Atlético-MG (com direito a título) e Flamengo (no Maracanã). Missão dificílima para uma comissão técnica muito pouco convincente.

Mas, como um pessimista cruzeirense (e vice-versa) estar errado sobre minhas previsões é sempre um alívio.


Encerro por aqui minha participação, desanimado e decepcionado com os rumos até aqui. Mas sempre esperançoso que as coisas se ajeitem (sabe-se lá como…). De qualquer maneira, não custa lembrar: o blogueiro titular reassume a coluna a partir dos próximos tópicos. Ou seja, não me responsabilizo mais por nenhuma abobrinha daqui em diante. 


 BATE PAPO NO QUINTAL


1. Ramon Campos –   Corajoso, enfrenta os gritos de “Fora Tite”, com uma visão diferente:


“Dalai, escrevo na sexta-feira, antes dos jogos de fim de semana, aqui e no Rio. Veja o que está acontecendo com Flamengo e Cruzeiro: dois dos melhores times do ano passado e hoje irreconhecíveis, vaiados pela torcida. Como não se desaprende jogar futebol, é claro que há fatores suprarracionais, algo além do que pode alcançar a nossa vã filosofia. Não é má vontade, falta de interesse, ou displicência. Isto me parece aquelas doenças virais, “curadas” por benzedeiras após 3 sextas-feiras de orações e mandingas. Exatamente o ciclo de atividade da infestação.”


Meu caro Ramon, ao que parece você está certo. Vamos dar um pouco mais de tempo ao tempo.


2. Udiano discorda:


“Gente, tá difícil. É de dar calo nos olhos ver o Cruzeiro jogar. Considero que duas vitórias magras em cima do Pouso Alegre é muito pouco para um time com a folha salarial do Cruzeiro. E podemos dizer que a vitória se deu muito mais por força de vontade dos jogadores do que por um comando técnico eficiente. Esperemos que, independente do desfecho do campeonato, a diretoria dê cartão vermelho pra Tite.”


3. Marcos Mineiro, tal como o blogueiro, reclama  do reiterado fracasso de nossas cobranças de escanteios e de faltas:


“Falar sobre o Cruzeiro, hoje, é como chover no molhado ou enxugar gelo! Talvez o técnico seja o menos importante: ontem (sábado) ele colocou em campo os jogadores que todos nós achamos serem os melhores. Não obstante, o que vimos foi a absoluta incompetência na cobrança de faltas, de escanteios, nas bolas centradas para a área... Além disso, ninguém sabe fazer cabeceio ofensivo e muito menos defensivo como no gol do Corinthians! A antiga rapidez na passagem da defesa ao ataque deixou de existir. Deus tenha piedade!”


Meu caro Marcos, duas observações: 


1. Durante a transmissão do jogo contra o Pouso Alegre um repórter informou, para minha total surpresa, que o Cruzeiro tem nos treinamentos um assessor para defesa e outro para ataque na bolas centradas e nos escanteios.


Imagine se não tivesse...


2. Você clama pela antiga rapidez na passagem da defesa para o ataque. Era mesmo de fazer inveja. Agora, parando um contra ataque do adversário e retomando a bola, ao invés de rápidos lançamentos verticais pra pegar a defesa contrária desalinhada, ficamos trocando passes horizontais na nossa intermediária...

 

4. Aleluia! – A IFAB, entidade da FIFA que coordena as regras do futebol, define medidas pra restringir a “cera” e aperfeiçoar o uso do árbitro de vídeo. As medidas vão entrar em vigor com a Copa do Mundo deste ano. Principais situações visadas: cobranças de laterais, substituição de jogadores, contusões simuladas. Além disso estuda-se a ampliação  da  fiscalização do VAR para cartões amarelos. No último jogo do Cruzeiro, contra o Pouso Alegre, o placar estava zerado e o jogo começava a ficar mais problemático, com contra-ataques do time sulino quando o nosso atacante Arroyo fez falta em um lateral, disputando bola alta. Levantou o pé, encostando na altura do peito do adversário que, imediatamente levou as mãos ao rosto, como se ali fosse atingido. Do ângulo em que acompanhava o lance, o árbitro imediatamente apresentou cartão amarelo. A repetição da jogada mostrou claríssima simulação. Pelo protocolo, o VAR não pôde interferir.  Vai poder. 


As alterações já chegam tarde. Afronta o mais comezinho princípio da lógica que um sistema caro e sofisticado como o VAR espalhado por todo o país pra garantir a lisura dos jogos não possa provocar a atenção do árbitro ante  qualquer irregularidade importante detectada durante a partida.


5. Jamicel, confessando o uso do codinome Convidado, reitera a sugestão de que a coluna se limite ao futebol, “em decorrência da polarização generalizada”. 


Mais uma vez com razão, Jamicel.


6. Manuel Panhame, escrevendo na sexta-feira, faz sátira de previsões que ele atribui à direção cruzeirense, comemorando o título do Mineiro.


Primeiro, louve-se a coragem de manifestar-se 48 horas antes do jogo contra o América. No final, graças à aula que os jogadores americanos deram de “como não bater um pênalti”, o Atlético está classificado para a decisão, domingo próximo. Um jogo em que não há favorito e por isso impossível ter havido comemorações antecipadas.


Nada está definido, meu caro historiador.


7. América x Atlético -  Na semifinal do campeonato, ontem, nos pênaltis, dois jovens jogadores do América, tendo à frente um retângulo de 7,32 m de largura e 2,44 m de altura, resolveram chutar a bola a meia altura nas mãos do goleiro Everson. Até os postes de rua sabem que as cobranças a meia altura favorecem o goleiro, que pula caindo. Ao contrário, cobranças altas no setor dos cantos superiores são inalcançáveis. Não precisa força. Basta colocar.


GARIMPO


“Se a vitória fosse contada em detalhes ninguém conseguiria distingui-la de uma derrota.”

(Jean Paul Sartre)


 
 
 

2 comentários


Jamicel
há 11 horas

Bom dia, Dalai! Uma correção: não me identifiquei como anônimo na coluna anterior, apenas informei que o próprio sistema não identificou meu nome e me inseriu como anônimo.


Sigamos!

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José Odilon Faustino
há 13 horas

Dalai, o que está acontecendo com o time do Cruzeiro é surreal. Iniciamos o ano com time pronto, vindo de um final de jornada muito boa (apesar da ausência de títulos), diferente de outros tempos!

Quando contrataram o Tite, comentei com amigos a minha decepção…

Hoje vejo que estava certo e fico observando a passividade dele à beira do campo, sem ações efetivas, completamente perdido.

Se não o dispensarem URGENTEMENTE, todo o belo trabalho do Jardim se perderá definitivamente!

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