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DOS MALES O MENOR

  • Foto do escritor: Rafael de Novaes Rocha
    Rafael de Novaes Rocha
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

(Por Rafael de Novaes Rocha)


Mike Segar/Reuters
Mike Segar/Reuters

A estreia da Seleção na Copa não deixou boas impressões.


A principal delas foi um desnível de preparo físico e vontade entre os dois times. De um lado, uma equipe sedenta pela bola, rápida e envolvente; do outro, um time modorrento, passivo e sem qualquer criatividade.


A “medalhista de bronze” do último mundial entrou em campo em sintonia e rotação diferente da brasileira. Um meio de campo espaçado e pouquíssimo combativo foi completamente envolvido pela troca de passes rápida e dinâmica de Marrocos.


O primeiro tempo saiu barato. Apenas um gol diante de tanta dominância não refletiu o sufoco. E ainda, gol de empate "espírita", achado após um lance tirado da cartola por um dos nossos escassos craques, Vini Jr. No segundo tempo, após algumas alterações, equilíbrio maior. Mas nenhum desempenho que tenha deixado qualquer impressão positiva.


O time de Ancelotti precisa de ajustes demais para uma competição tão rápida, de tiro curto, como a Copa do Mundo. Desafio enorme. Sexta, contra o Haiti, teremos uma ideia da evolução. Se é que ela vai existir.


BATE PAPO NO QUINTAL


1. Difícil de entender - Ninguém conseguiu explicar ou entender a ausência de Endrick no jogo de sábado. Ainda mais diante de um ataque tão pouco inspirado, sob o comando de Igor Thiago e Raphinha. Endrick é um talento raro neste plantel de jogadores. Não podemos nos dar ao luxo de não aproveitá-lo. Insistência e teimosia do italiano que são difíceis de entender.


2. Saldo até aqui - As melhores seleções da Copa do Mundo, para mim: Holanda, Estados Unidos, Alemanha e Costa do Marfim. Ainda é cedo, mas estes foram os times que quiseram praticar futebol até o momento.


3. De acordo com com o ótimo diagnóstico de José Odilon Faustino sobre o momento atual da Seleção e do futebol mundial:


“Confesso que estou muito descrente com copas do mundo. O futebol tornou-se um negócio lucrativo para poucos e as seleções são fraquíssimas, com raríssimas exceções!

Brasil, por exemplo, é uma seleção fraca, sem identificação com a torcida brasileira, onde os convocados sempre são aqueles “sugeridos” pela mídia carioca, esquecendo-se que, fora do eixo também tem bons jogadores.

Infelizmente, na minha opinião, o Ancelotti foi contaminado pela mesmice de sempre!”


A Seleção de 2026 não tem nenhuma identidade. Sem querer ser pessimista (e já sendo) acho muito provável que pagaremos caro por isso. Sinal dessa falta de identidade é a carência patológica que o público e a mídia têm com Neymar - um jogador sem quaisquer condições físicas mas que, mesmo assim, é tido como a esperança falida de um time desesperado por referências técnicas que tenham lampejos mínimos de talento.


4. Tostão, sempre craque, é generoso com Ancelotti em sua última coluna e aposta na capacidade adaptativa do italiano, mas com um apelo ao qual faço coro: "coloca o Endrick!"


“O técnico não é refém de nenhum dogma, de nenhuma estratégia. Define a maneira de jogar e a escalação de acordo com o momento, a qualidade e as características dos jogadores do time brasileiro e do adversário. Ancelotti é flexível, capaz de, diante de circunstâncias inesperadas e negativas, tomar decisões corretas. Ele não tem filosofia, sua grande qualidade, o que não significa que não cometa erros.”


Apesar de concordar com a qualidade inegável de nosso treinador, não tenho tanta confiança na estratégia por um motivo principal: a falta de material humano. O plantel de jogadores é limitado demais para oferecer alternativas; encontrar caminhos diferentes para solucionar um problema. Culpa, inclusive, da convocação pensada pelo próprio treinador.


5. Convidado está mais para o lado de Tostão do que para o blogueiro suplente que vos escreve:


“Apesar dos percalços, vencemos as partidas citadas! Copa é tiro curto e nem sempre permite um time inspirado! O pragmatismo e eficácia talvez nos salvem! Rumo ao hexa!”


GARIMPO


“As coisas vão e voltam. A vida nem é da gente” 

(João Guimarães Rosa, pincelado da sempre ótima coluna de Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão)





 
 
 

3 comentários


Manuel Panhame
há 5 horas

Convidado, correligionário amigo, Manuel Panhame retorna para se desculpar. Por barbeiragem própria de um atemporal tomei posse involuntariamente de seu nome. Desculpe minha pessoa

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Convidado:
há 6 horas

Manuel Panhame, Atleticano, filósofo e historiador secular, em face do distanciamento de nosso estimado Anfitrião, vem a este Quintal desejar pronto restabelecimento ao dileto Amigo. Estamos todos prontos, preparados e querendo gritar a plenos pulmões: Eia, Senhor Dalai!

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Gilberto
há um dia

Honestamente essas convocações sem o menor critério e outros que deveriam estar nessa seleção por competência e nao foram, eu desanimei geral, se ganhar ficarei feliz, pois sou brasileiro e jamais torcerei contra, mas não estou acreditando que isso irá acontecer nao.

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