SÓ A NAÇÃO AZUL ENTROU EM CAMPO
- José Dalai Rocha

- 11 de dez. de 2025
- 4 min de leitura

60 mil torcedores cumpriram com louvor o seu dever no Mineirão. Empurraram pra frente um time que não queria atacar objetivamente.
Domingo, no Itaquerão, vamos entrar em campo com o placar marcando 1 x 0 para o Corinthians. Difícil, mas não é o fim do mundo. Já vivemos situação semelhante com Flamengo, Botafogo, Palmeiras e vencemos.
Temos de aprender algumas lições: chega de E.I. (escanteios idiotas). Foram quase 20, cobrados da mesma forma inútil, com dois jogadores perto da bola, um passa para outro que cruza bisonhamente nas mãos do goleiro ou na cabeça de um zagueiro. Da mesma forma as bolas cruzadas para a área. A maioria saiu para a lateral, do outro lado, sem ter por perto nenhum jogador do Cruzeiro. Jogadas perdidas, infantilmente, que fizeram o nome dos zagueiros Gustavo Henrique e André Ramalho. Somadas aos E.I. que tivemos, foram 40 oportunidades de ataque jogadas no lixo.
É lamentável que assistindo reiteradamente essas tentativas frustradas a nossa comissão técnica tenha insistido nelas. Não aconteceu. Nada mudou e o esquema inútil continuou até o fim.
O resultado psicológico desse desencontro foi o nervosismo de alguns jogadores nossos, com faltas desnecessárias, reclamações descabidas, favorecendo a natural “cera” de quem está vencendo. Não chegou a 40 minutos o tempo de bola rolando.
Tomara que Leo Jardim e seus auxiliares, nos três dias de preparação para domingo, promovam cobranças clássicas de escanteio e faltas. Chega de anular, por incompetência, as oportunidades de ataque.
BATE PAPO NO QUINTAL
1. Foguetório em BH - . Os foguetes comprados pelos atleticanos à espera de títulos que não aconteceram, estavam enchendo armários. Foram usados ontem à noite, após o fim do jogo contra o Corinthians. Nós também faríamos o mesmo.
2. Vergonha Suprema - Integrei o Judiciário numa época em que não se conhecia a voz de ministro do STF. Reservadíssimos, não se pronunciavam em público. E este era o exemplo de comportamento disseminado nos demais escalões da magistratura. Ao juiz, dizia-se, tal como a mulher de Cesar, não basta ser honesto; É preciso parecer honesto.
Sob essa ótica, duas reportagens da Folha de São Paulo de segunda-feira última, ironicamente 8 de dezembro, Dia da Justiça, são de envergonhar crupiê de zona boêmia: a primeira tem esta manchete: “Tóffoli foi a Lima em jatinho com advogado do caso Master para ver final da Libertadores.” O “furo” é de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O caso do Banco Master no STF foi distribuído a Dias Toffoli na tarde de sexta-feira, dia 28, após o embarque do ministro para Lima. Já em 2 de dezembro, o ministro impôs sigilo elevado a um pedido apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco. Além de Toffoli, entre os mais de dez passageiros do voo estava o ex-secretário Nacional de Justiça, Augusto Arruda Botelho, que atualmente advoga para um dos diretores do Master e é amigo do proprietário do jatinho.
O segundo caso é menos vergonhoso, mas igualmente grave: o juiz federal Eduardo Appio, que substituiu Moro em Curitiba no processo do Lava Jato, passou a responder procedimento disciplinar no TRF-4 suspeito de furtar três garrafas de champanhe Moet & Chandon, no valor de R$ 399,00 cada uma, do Giassi Supermercados, em Blumenau, Santa Catarina. Isso teria acontecido em três situações, em 20 de setembro e nos dias 4 e 18 de outubro.
Ante esses dois atos que enxovalham a justiça brasileira, o mínimo que o cidadão brasileiro espera é a urgente abertura de impeachment do ministro Toffoli e rápida tramitação do processo disciplinar no TRF-4 contra o juiz Eduardo Appio.
Se quer manter dignidade e respeito público o Judiciário tem de aprender a cortar na própria carne, principalmente nos casos em que a evidência de culpa se assemelha a batom na cueca.
Como se pudesse baixar ainda mais o sarrafo ético do STF vazou na terça-feira a noticia de que a esposa do ministro Alexandre Moraes, a advogada Viviane Moraes e seus filhos, tem contrato milionário para defender dirigentes do Banco Master. Objetivo: “prestação de serviços e representação do Banco perante entidades”. O valor é de impressionantes 129 milhões de reais, a serem pagos mensalmente em 36 vezes, o que representa 3 milhões e 600 mensais a cada 30 dias. O termo foi assinado em janeiro de 2024 e deveria se estender até o final de 2026. O furo jornalístico é da colunista Malu Gaspar, da Globo e CBN.
O atual presidente do STF, Edson Fachin, aproveita os episódios para emplacar uma ideia antiga: revigorar, aprimorando, o código de conduta para a Corte. Enfim, relembrar que é ética é ética. Não existe “meia-ética”. Absurdamente está sendo criticado por alguns ministros.
3. Bola de Prata é azul - Saiu a aguardada premiação anual da ESPN, elegendo a Seleção do ano com base no campeonato brasileiro de futebol. A seleção tem o Cruzeiro como recordista de craques – 4 – contra 3 do Flamengo: Fabricio Bruno, Lucas Romero, Matheus Pereira e Kaio Jorge. O time é este: Walter; Paulo Henrique, Leo Pereira, Fabricio Bruno e Reinaldo; Lucas Romero, Matheus Pereira e Arrascaeta; Kaio Jorge, Vitor Roque e Pedro.
4. Jamilton tenta trazer o historiador Manuel Panhame de volta à Terra:
“... vocês comemoram o hexa mineiro, nós temos hexa da Copa do Brasil, somos o Rei de Copas. Tem de respeitar. Na nossa humildade, vamos em busca do hepta!”
5. Marcos, escrevendo terça-feira:
“... Será que o Jardim aprendeu como se deve cobrar escanteios? E os atacantes, será que aprenderam como se posicionar para não estar sempre impedidos? Já são velhos! Alô Gaciba, você ainda está aí? Fazendo o quê?”
Marcos, o jogo de ontem reforçou suas observações.
6. Galoucura – Nota Oficial - A maior torcida organizada do Atlético emitiu nota oficial para apontar o grande culpado pela decadência do time: A diretoria de futebol pelas contratações descabidas. Sobrou também para a SAF e os 4 Rs. Para a torcida, uma palavra resume o que tem sido o time nestes últimos dois anos: vergonha!
GARIMPO
“Qualquer economista que registre honestamente o histórico de suas previsões logo aprende a ser humilde.”
(Paul Krugman)




Bom dia a todos.
Hoje, o meu comentário é sobre política.
Eu votei 4 vezes no ex.presidiário, que foi alçado a condiçao de presidente do país, em 2022, de uma forma vergonhosa.
Com o passar do tempo, ví que a esquerda é uma ideologia que vai de encontro a todos os meus pensamentos e princípios, principalmente quando o assunto é honestidade.
Tudo o que temos visto me levou a ter a certeza que a esquerda é um mal e olhando pro mundo todo, todos os países governados por ela, entram num colapso moral e numa degradaçao que destrói todos os valores que eu penso que o ser humano tem que ter.
Ouvir um 'presidente' que diz que o Brasil de…
Sr. Dalai, nada além disso: 4 no meio de campo e saída rápida. Jardim não percebeu que todos já conhecem o sistema dele. É preciso mudar conforme a situação de jogo.
Do alto de um delicioso HexaCAMpeonato já devidamente formatado para se fazer Hepta em ano que representa de antemao sete doloridas temporadas de subtraimento (quem estudou matemática e interpretação de texto em colégio rigoroso compreende o que está sendo dito), o historiador e filósofo Manuel Panhame comparece a este Quintal munido de solidário constrangimento e bastante hipocrisia suficientes ambos para encorajar azulinos trementemente silenciosos a uma revanche aguardada por gregos, troianos, pretos e brancos. Como bem escreveu e melhor ensinou em sua obra prima o sociólogo Ricardo Goulart, "Quarta-feira ou domingo tem mais!" Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkklkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Ran...Ran... Desculpem... Manuel Panhame riu?... É um abusado vocacional... Delenda!
O Sr. Dalai esqueceu de falar do ministto-ativista Gilmar que "escreveu" uma nova lei sobre quem pode pedir impeachment de ministros do STF, absurdo de dar vergonha até em estudante de curso de Direito de 1o. Período. O mais bizarro é que "entrou em acordo" com políticos e foi induzido a retirar de pauta sua nova lei. Ou seja, vergonha em cima de vergonha. Ministros do STF ficam o fia inteiro negociando leis com políticos de acordo com suas conveniências. As indicações para o STF deveriam ser de juízes de carreira, sem indicação do presidente. Essa ditadura do judiciário já passou dos limites.