TUDO OU NADA!
- José Dalai Rocha

- há 4 dias
- 3 min de leitura

54 mil torcedores, cruzeirenses e atleticanos, vão colorir o Mineirão domingo no fim da tarde. Decisão do campeonato estadual que se desmoralizou ao longo do tempo pelo frequente favorecimento a um dos disputantes, mas que desta vez, sob a ótica celeste, ganha contornos dramáticos pela ausência generalizada de taças nos últimos anos. Os dois disputantes são vizinhos na zona de rebaixamento do Brasileiro, mas estão diferenciados quanto ao comando técnico. No Atlético, o novo treinador ainda está abrindo as malas que trouxe para BH; No Cruzeiro, Tite poderá fazer as malas se o time não engrenar finalmente.
Falta pouco, o nosso time voltar a ser timaço: um acerto de sintonia na última faixa do campo liberando gols que ficam no “quase”, ora por milagre do goleiro adversário ora por erro primário de execução.
Além de um esquema realmente positivo na cobrança de faltas e escanteios, o que se espera domingo é maior velocidade na transição defesa meio de campo e ataque, eliminando-se as intermináveis trocas de passe na intermediária.
Estamos pedindo muito?
BATE PAPO NO QUINTAL
1. Fernando Dutra vem de longe mandar um abraço:
“Olá! Fernando, aqui de Palmas/TO e frequentador assíduo do QUINTAL há anos. Infelizmente, a inércia da Diretoria sobre o caso Tite (tá mais pra TrisTE) já rendeu uma baixa nas opções. Jardim já finalizando conversas com o Flamengo. Que ontem, diga-se de passagem, meteu 8 x 0 na semi do Carioca. E mesmo assim o Filipe foi dispensado. Essa nossa diretoria ainda engatinhando nas “coisas” do futebol. Abraço a todos, especialmente ao Dalai”.
Meu caro Fernando, emocionou-me seu recado. Há anos frequentador deste QUINTAL, no Tocantins, e só agora ficamos sabendo de você. Como seria bom que outros Fernandos se pronunciassem pra termos uma noção mais aproximada das reais dimensões de nosso QUINTAL!
2. Maninho Portozeiros desafia o blogueiro:
“Dalai, que tal o Mineirão com duas torcidas?”
Maninho, isto é o ideal. Atestado de civilidade. Afinal, somos gente ou bicho do mato, selvagem? E temos ou não Polícia pra garantir a ordem pública, se necessário? Somos ou não capazes de ocupar um mesmo estádio, ao mesmo tempo, sem mortos ou feridos?
Será um grande teste. É absolutamente necessário que os líderes das duas torcidas compreendam a importância desta oportunidade aberta. Ela definirá o rumo dos demais clássicos.
3. José Odilon Faustino sentencia:
“o que está acontecendo com o time do Cruzeiro é surreal. Iniciamos o ano com time pronto, vindo de um final de jornada muito boa (apesar da ausência de títulos) diferente de outros tempos! Quando contrataram o Tite, comentei com amigos minha decepção... Hoje, vejo que estava certo e fico observando a passividade dele à beira do campo, sem ações efetivas, completamente perdido...”
Caríssimo José Odilon, na minha ótica você não está nem errado nem certo. Tal como aqueles carros antigos de motor a álcool, demorando a esquentar, o nosso time pegou fogo brando e o ponto certo retarda... mas vai chegar.
4. “Muito Além do Jardim” – Usei este clássico do cinema pra pincelar o papel do técnico Leonardo Jardim no Cruzeiro onde uma série de circunstâncias importantes, em especial a empatia surgida com o gestor Pedro Lourenço, o colocou num plano muito superior ao de mero treinador.
Se fosse apenas futebol, ele estaria até hoje brilhando na condução de nosso time, com a eficiência que vinha surpreendendo o país.
Mas nunca é só futebol. O trabalho, a equipe e os objetivos mexem com gente, corações, paixões, almas, vontades, aspirações e frustrações. A vida é todo dia. Caminhos são longos, tortuosos, perigosos, difíceis. Em algumas paradas, atitudes se misturam a fogo amigo. Conflitos de interesse, técnicos ou passionais, viram rusgas, com DNA de ressentimentos. Acontece em todo Clube, quando os relacionamentos se espraiam, e em toda família, inclusive a minha e a sua, caro leitor, corajosa leitora.
Tudo sempre dependerá da extensão que a corda aguenta ser esticada, sem se arrebentar. Pedro Lourenço e sua equipe gestora do Cruzeiro, Leonardo Jardim e seu staff são profissionais dignos, sérios, vitoriosos, credenciados ao nosso respeito e admiração. Foi bom enquanto durou.
5. América – O grande clube de Minas Gerais, herói de tantas jornadas, dono de uma torcida que era tão atuante, precisa encetar campanha de motivação anti-pijama. O americano tem de voltar a sair de casa, em dias de jogos de seu time e marcar presença no Independência. As arquibancadas estavam irreconhecíveis no jogo decisivo contra o Atlético.
GARIMPO
“Subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos.”
(Nelson Rodrigues)




Para o Sr. Dalai, para sua reflexão:
Não precisa ser genial, basta ser alfabetizado e ter alguma cognição para saber que os julgamentos de Alexandre de Moraes sempre careceram de imparcialidade.
.
Desde estupros hermenêuticos a gracejos no proferimento de setenças, o Ministro desfilou sua arrogância e prepotência inúmeras vezes.
.
No auge de sua egotrip, o amigo de Vorcaro fez até ensaio fotográfico, como se fora um ícone pop deixando de lado qualquer ínfimo traço de discrição que deveria ser a matéria-prima comportamental de um Ministro de uma Suprema Corte.
.
Ministro milionário, ou simplesmente o Careca do Master, hoje fétido e em decomposição, Alexandre de Moraes é um moribundo calado vendo o mundo ruir ao seu redor.
.
Pois é Zezé - vou torcer pro Canadense que tem o melhor goleiro
Dalai, como é bom ler esses comentários de cruzeirenses do Mundo todo aqui no quintal. Definitivamente não somos uma torcida da CIDADE, como o nosso rival. Somos do mundo, somos Minas Gerais como diria Milton Nascimento.
Moro em Cuiabá desde 2000 e já encontrei o Sr Aqui na cidade!
Poesia pura o parágrafo sobre os motivos da saída do Jardim. Dalai é antes de tudo um grande poeta, que sabe brincar com as palavras como poucos. Conseguiu achar beleza no grande jogo de traições que foi a verdadeira razão da saída do Mister!!
Saudades do amigo.