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SÁBADO À TARDE NO MINEIRÃO!

  • Foto do escritor: José Dalai Rocha
    José Dalai Rocha
  • 5 de jan.
  • 4 min de leitura
Gustavo Martins / Cruzeiro / Reprodução
Gustavo Martins / Cruzeiro / Reprodução

Estádio que é nosso até 2030, conforme contrato assinado na última semana. Na Toca-3, vamos matar a saudade de ver um grande time azul jogando na cidade.


18h30, contra o Pouso Alegre, nosso primeiro jogo do ano, pelo Campeonato Mineiro. Apesar da possibilidade de time alternativo, Tite dando seu cartão de visitas para uma curiosa torcida; como entraremos em campo? Três ou quatro no meio? E o ataque? E o banco, felizmente sem Gabigol?


Dúvidas  muitas, mas uma certeza: Após os anos de penúria, o Cruzeiro se estrutura como time grande que é. Nas tradicionais propostas de negociações de fim de temporada, envolvendo os principais clubes brasileiros, dava gosto sentir o respeito quando se referiam ao Cruzeiro: olho no olho, igual pra igual, prateleira de cima. Custou muito, voltar ao primeiro plano.  E replanta confiança na Nação Azul a forma com que os gestores atuais do Clube conduzem negociações. Em especial Pedro Junio, tão jovem, tão poderoso, mas sempre calçando as sandálias da humildade. Prudência, calma, simplicidade, zelo com o patrimônio do Clube, que é muito seu também. 


Durante bom tempo defendi aqui, neste minifúndio, que tanto Pedro Lourenço quanto seu filho Junio deveriam fazer um media training, como fazem todos os empresários de sucesso, pra encarar as perigosas arapucas das entrevistas coletivas, dosar palavras, saber fugir com habilidade de temas que não podem ser, ainda, esclarecidos. 


Acho que fizeram o media training.


BATE PAPO NO QUINTAL


1. Marcos Mineiro festeja os 105 anos do Cruzeiro e aconselha:


“É importante que sigamos o caminho traçado e já com tantas vitórias nesse renascimento pós tsunami. As notícias já começam a impactar torcedores e adversários: com certeza teremos uma grande e aguerrida equipe, com direção cada dia mais experiente e sabendo aparar as arestas.”


2. Jamicel, no mesmo tom:


“Cruzeiro em franca evolução, basta que  analisemos longe da ótica do imediatismo! Estamos ou não estamos de volta ao nosso lugar de direito, a cada ano?”


Meu caro Jamicel,  felizmente,  após tantos percalços, causados pela natureza e por nós mesmos,  reencontramos nosso caminho: pra frente e para o alto!


3. Manuel Panhame – ilustre historiador atleticano, assustado como passarinho mudando pena, retorna tal  refugiado num bunker  bombardeado. Temeroso, chega à superfície, visualiza os estragos, imagina os danos não visíveis, cabeça naturalmente desorientada, sem saber nem mesmo se ainda quer Hulk no time. Contabiliza a perda de Arana. Não sabe o que pensar do boquirroto Lodi. Mantém Sampaoli na berlinda... mas os dedos coçam...  a mão se agita... é a danada comichão-de-escrever. Ele se rende e escreve... sobre o Vila Nova!


Parabéns,  Panhame. Também gostamos do simpático time de Nova Lima que já nos deu craques como o zagueiro Anisio Clemente e os atacantes Escurinho e Vaduca, entre muitos outros. Histórias maravilhosas de garra e superação.


Enquanto prevalecer esse clima de Zorra Total lá  pelos lados de Vespasiano, você pode abordar também a renovação feita pelo América, mudando quase o time todo, e a próxima, tão aguardada,  inversão da linha de impedimento.


Se ainda assim faltar assunto ao mesmo tempo em que se torna impossível conter o  impulso de falar nas cores brancas e pretas, vale ressuscitar  a milenar discussão: a zebra é um animal branco, com listas pretas? Ou é preto, com listas brancas?


4. Tião Rita manda recado para o historiador:


“E aí, Panhame, velho de guerra! Tinoco me falou docê. Perturbando os cruzeirenses? Saudade docê, dos tempos qui a gente ouvia o Galo lá na Bomba de Baixo... Êi tempo!”


Volta depois, Tião Rita, conta pra gente como o Panhame ficava quando o Cruzeiro sapecava o Atlético, quando ganhava Copas e Supercopas, assombrando as Américas? Quando o time dele não ganhava nada e o Cruzeiro ganhava tudo, o que ele  choramingava, lá na Bomba de Baixo?


5. Iceberg tira o sono de boa parte de Brasília – Marcos Augusto Gonçalves,  editor da Ilustríssima, da Folha de São Paulo, assinou coluna, sexta-feira, sob o título:  “Master complica Dias Toffoli.  Analisa os esforços pra desidratar o escândalo, inclusive o super sigilo imposto ao processo,   salientando que têm a “eficiência” de peneira tampando sol de meio dia. E termina assim: 


“O Brasil não dá sossego. O caso Master vai nos acompanhar por bom tempo. Serão grandes as apreensões e variadas tentativas de manobras num ambiente político cada vez mais delinquencial, que se alastra pelo Congresso e outras instâncias da democracia. O Titanic continua em rota de colisão com o iceberg. Veremos.”


6. Malu Gaspar -  A jornalista de  “O Globo” encerrou 2025 como qualquer colega de imprensa gostaria de encerrar:  autora dos dois maiores furos do ano, escandalizando o Brasil inteiro. Tal como na Idade Média, quando os reis não gostando da mensagem mandavam matar o mensageiro,  Malu tem sido ameaçada até de morte e instada a revelar suas fontes, na velha e desmoralizada prática de  projetar circunstâncias pra se esquecer fatos. 


Só água mineral é obrigada a revelar suas fontes.


Malu divulgou o conteúdo inteiro de um contrato de honorários, firmado entre a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o  Banco Master. Três anos de prazo, com o alentado valor de R$ 3 milhões e meio, mensais.


Passados quase dois meses, pagamentos de honorários realizados, a jornalista não encontrou nos diversos tribunais  um trabalho jurídico, sequer, executado pelo escritório da Dra. Viviane,  mas  estarreceu-se ao descobrir contatos do esposo, ministro Alexandre de Moraes, junto ao presidente do Banco Central, sobre o Banco Master. Absurdo dos absurdos.


7. Falhas nossas -  Na coluna anterior, ao relacionar  as conquistas memoráveis do Cruzeiro, omiti duas das principais: As Supercopas Libertadores – 1991-92


Um tremendo cochilo. Quem me alertou, logo no inicio da manhã de quinta-feira, foi  meu amigo, Francisco Ferreira, o excelente consultor de performance, executivo de futebol e que já integrou, com brilho, a Comissão Técnica do Cruzeiro. Francisco pode ser encontrado no www.ceperf.com.br.


A outra bobeada foi na transcrição do pensamento de Picasso, para o Garimpo.  Faltou um “que” no trecho do que pensava. O certo:


“Meu maior orgulho aos 80 anos é saber metade do que pensava saber aos vinte.”


Obrigado  pela correção,  meus queridos  amigos Santiago (atleticano) e Lorena (cruzeirense).


GARIMPO

“Trump x Maduro, difícil saber quem está mais errado.”

(Mirian Leitão, jornalista)

 
 
 

1 comentário


JCSR
07 de jan.

Boa noite Dalai! Retornando depois de longo e tranquilo inverno.

2026 com toda certeza será um ano de grandes conquistas do Cabuloso.

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