O CRUZEIRO DE TITE PROCURA SEU PRESENTE DE NATAL
- Rafael de Novaes Rocha
- 25 de dez. de 2025
- 4 min de leitura

(Por Rafael de Novaes Rocha)
A lista de presentes do natal cruzeirense está longa. O planejamento de 2026 começou com o pé na porta: quem será o primeiro reforço da Era Tite? Esse grande mistério possivelmente não será revelado neste ano. No vai e vem do mercado celeste, nomes de peso são especulados e alguns valores assustam. Mesmo assim, a disposição de Pedrinho para investimentos não parece pequena.
As expectativas estão altas para o Cruzeiro de Tite. Pessoalmente, não sou o maior fã de seu estilo de futebol. Geralmente são times excessivamente eficientes. Jogadores que atuam quase que roboticamente em função do esquema tático. Toda essa aplicação tira um pouco da magia do futebol.
Espero queimar minha língua, porque dentre as opções, a escolha por Tite foi de fato a mais segura para o projeto do próximo ano. É um técnico vencedor, com repertório e vontade de dar uma arejada em sua carreira pós Flamengo. Inclusive, o seu último trabalho na Gávea, considerado um dos piores de sua carreira, teve quase 65% de aproveitamento. Muita coisa. É uma relação que pode dar muito certo. Tomara. Com os presentes de natal certos, o ano de 2026 se tornará promissor.
E falando em natal, fico por aqui, com os desejos de boas festas e um ótimo ano novo para toda a nação azul. Quem assume os próximos tópicos desta coluna é o blogueiro titular. Por isso, reforço que não me responsabilizo mais pelas opiniões e abobrinhas proferidas daqui em diante. Até a próxima!
BATE PAPO NO QUINTAL
1- Troféu Guará - A tradicional promoção da Rádio Itatiaia, criada em 1962, realizada segunda-feira última, elegeu os melhores do futebol em 2025 e montou a seleção mineira. A emissora participa das escolhas com um voto apenas. Os demais são colhidos entre outros órgãos da imprensa esportiva e jornalistas especializados.
O Cruzeiro teve 9 jogadores na seleção Guará, além dos troféus de melhor técnico (Leonardo Jardim), melhor dirigente (Pedro Lourenço), artilheiro (Kaio Jorge) e craque revelação (Kaiki). O Atlético não passou em branco: teve dois jogadores eleitos: Everson e Hulk.
A seleção: Everson, William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva, Christian e Matheus Pereira; Hulk e Kaio Jorge.
É isto mesmo! A seleção de 2025, vencedora do Troféu Guará, é o time do Cruzeiro, com Everson e Hulk.
2- Maninho Portozeiros – de férias, em Contagem, leva o blogueiro ao corner:
“... muito cá entre nós: você apoiou e muito o Gabigol.”
Sim, mas naquele contexto quem não apoiaria? Vários grandes clubes disputando o passe dele. Sigilo preservado até a última hora. Acredito que toda a Nação Azul vibrou naquele momento. A gente festejou um Gabigol e chegou outro.
Depois, Maninho Portozeiros abre polêmica:
“Pergunta que não quer calar: Tite? Piada de mau gosto!”
Com o mercado atual, creio que Tite era a melhor opção. Foi divulgado seu aproveitamento nos últimos anos, dirigindo o Flamengo e a Seleção Brasileira, por duas Copas, e os índices superam os de Leo Jardim no Cruzeiro. Ou seja, aposta válida e vai dar certo, sobretudo pela prometida turbinada no time com novas contratações.
3- Acorda, FIFA! Até quando vamos conviver com normas de impedimento no futebol, estabelecidas para anular os gols? Nas semifinais da Copa do Brasil, contra o Corinthians, em Itaquera, o Cruzeiro teve dois gols cancelados pelo VAR por centímetros de chuteira de nossos atacantes “em impedimento”. A regra tem de ser invertida: em homenagem à vibração do futebol, o gol será válido se o autor tiver alguma parte de seu corpo desimpedida.
4- Ainda o pênalti de Gabigol – Após a conquista da Copa do Brasil em cima do Vasco, o goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi pródigo nas entrevistas, muitas delas referindo-se ao lance que garantiu o time nas finais: a defesa do pênalti batido por Gabigol. Ele lembrou que após saírem do Flamengo, onde treinavam cobranças de pênalti, sempre se imaginou defendendo, em outros times, cobranças de Gabigol e reforçava a intenção de “fazer aquilo”. Demorou, mas enfim surgiu a oportunidade, no jogo contra o Cruzeiro, com agravante de que seria a última cobrança caso fosse feito o gol, ficando eliminado o Corinthians. Fixou na sua mente o propósito de “fazer aquilo”. E fez.
Perguntado, obviamente, sobre o que significa “fazer aquilo”, respondeu, também obviamente, que não revelaria.
Coube aos comentaristas interpretar esse “esquema secreto”, que seria o de dobrar ligeiramente um dos joelhos indicando um pré-pulo no canto esquerdo (do goleiro), induzindo o batedor a chutar no canto direito, o que aconteceu.
Continuo convencido de que Gabigol foi displicente, pra não dizer coisa pior. Se havia essa dificuldade extra, pelo longo tempo treinando pênaltis com Hugo Souza, deveria optar pela batida de segurança, escolhendo um dos dois cantos superiores e colocando lá a bola. Não precisava chutar com força, correndo o risco — Roberto Baggio e agora Dembélé. Basta colocar, com força média, porque o goleiro não pula subindo e, sim, caindo.
GARIMPO
“Se eu fosse sua mulher, colocaria cicuta na sua água”.
“E se eu fosse seu marido, eu beberia a água”.
(Winston Churchill – 1874/1965 – diálogo com uma senhora que o criticava).




O pênalti perdido não era nem para existir, o maior problema foi o gol de mão...