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HÁ QUANTO TEMPO?

  • Foto do escritor: José Dalai Rocha
    José Dalai Rocha
  • 22 de jan.
  • 4 min de leitura
Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr
Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Fala, meu irmão cruzeirense: há quanto tempo não sentimos esse clima? Sucessão de notícias boas do lado de cá, draminhas tenebrosos do lado de lá?  A gente anda na rua e a cada esquina passa alguém vestindo a camisa mais bonita do mundo. Tenho  comigo um hábito antigo, taxado como mico pela minha mulher: sempre que possível me aproximo amistosamente do cruzeirense envergando o manto, faço sinal de positivo e saúdo: “camisa de campeão, cara!”


Imagine, para o jogo de hoje, contra o Democrata de Governador Valadares, a expectativa de estreia de Gerson, o meio campo mais valioso do futebol da América e que seria titular em quase todos os times do mundo!  É pouco ou quer mais?


18h30, Mineirão. Não é o melhor horário. Mas é o que temos.


Tudo está apenas começando. Altas apostas e coragem muita,  por parte de nossos gestores. 12 milhões de corações azuis apertam o cerco da gratidão pelo trabalho e do reconhecimento ao heroísmo de nossos comandantes.


No fim do ano, podemos não ganhar nada, pode ser que tudo dê errado, mas ninguém pode nos tirar  o que vivemos hoje: este  direito de sonhar, com os  pés do chão. O time entra como favorito em todas as competições. Obrigado, Pedrinho. Você já está no pantheon dos cinco maiores presidentes do Cruzeiro. Poderá subir mais.


BATE PAPO NO QUINTAL


1. Cruzeiro na final da Copa São Paulo – Duas vezes inferiorizado no placar contra o Grêmio, o Sub-20 do Cruzeiro acabou empatando pela segunda vez e  virando, com 3 x 2,  classificando-se para a final. Nação Azul, representada em Taubaté por centenas de torcedores,  vibrou com a classificação. Hoje será conhecido o outro finalista, entre São Paulo e Ibrachina.


2. Charanga do Itabirito – Num setor difícil de sair do lugar comum há cem anos, merece aplausos a Charanga do Gato do Mato, que acompanha o time do Itabirito em seus jogos pelo campeonato mineiro. Em momentos de tensão do adversário a Charanga inova com um fundo musical correspondente. Por exemplo, se o jogador sai de campo  em maca, toca a Marcha Fúnebre de Chopin; se há discussão em campo, o tema é do lutador Rocky Balboa. Uma atração a mais, num setor em que inovação parecia impossível. Parabéns aos  que tiveram a genial iniciativa. Gostaria de reverenciar seus nomes aqui.


3. Show de Tostão  - De vez em quando, Tostão brilha nas letras como brilhava (sempre) nos gramados. Em sua coluna de ontem, na Folha de São Paulo, o craque nos dá dois momentos antológicos:


1. “Na seleção, eu fui para Pelé e Jairzinho, o que Evaldo era no Cruzeiro pra mim e Dirceu Lopes.”

2. “Amazônia -  Antes que um aventureiro invada e destrua a amazônia, passei as férias com a minha família na região. Com ótimos guias, caminhamos por trilhas na floresta, passeamos em canoas e barcos pelo belíssimo rio Negro, comemos muito bem e conhecemos as comunidades ribeirinhas e indígenas. Inesquecível.”


4. Imponderável F.C.  – Quem quiser saber do que ele é capaz, veja o que aconteceu na final da Copa Africana de Nações. Jogo entre Marrocos e Senegal. Pouco antes de ir para a prorrogação, chamado pelo VAR, o árbitro marcou pênalti a favor de Marrocos. Os jogadores senegaleses inconformados, obedeciam a ordem do treinador pra saírem de campo, mas um ou dois resistiam à ideia. O impasse se estendeu por 10 minutos e, por fim, o time resolveu continuar a partida. Pênalti  que daria o título ao Marrocos batido à “lá Gabigol”, nas mãos do goleiro. Minutos depois, Senegal faz um gol e é campeão da Copa...


5. Paulo Guedes – recado à FIFA:


“Com tantos bilhões de euros, arrecadados em cada Copa do Mundo, vocês não conseguem abreviar as modificações nas normas do impedimento e dos tempos acrescidos?”


Com toda razão, Paulo. É incrível que todo aparato eletrônico do VAR seja direcionado para anular gols e não para salva-los.  Bastaria inverter a norma: se houver um centímetro desimpedido, no autor, o gol será validado.


Também a questão do tempo acrescido nas partidas. É revoltante ver os cinco minutos concedidos, serem consumidos em laterais preguiçosamente cobrados ou em “contusões” teatrais. Solução simples: o tempo de prorrogação será marcado como no Futsal, só com a bola rolando.


6. Matheus Pereira – Renovação por três anos. Até 2028. Mas não foi uma simples assinatura de um novo contrato. Os deuses inspiraram o Marketing e surgiu uma obra de arte na divulgação.


7. Toffoli falou!  Segundo a Folha de São Paulo, edição de terça-feira, o Ministro sinalizou a auxiliares que nem a viagem de jatinho com um advogado da causa (pra assistir jogo de futebol) nem a sociedade de seus irmãos com um fundo ligado ao banco Master afetam a sua imparcialidade.


O Ministro poderia aproveitar o surto e decretar: a reta não é a menor distância entre dois pontos;  a Terra é plana;  a fórmula da água não é H2O.


GARIMPO


“A intuição é um recado”.

(Ida Feldman)


 
 
 

1 comentário


Marcos Mineiro
há 6 dias

Por nada não. Pode até ser que melhore e que tenhamos um grande ano!!!! Mas.... Tite é isso aí. Incapaz de ler o jogo e mudá-lo.

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