DESCANSO BEM-VINDO
- Rafael de Novaes Rocha
- 4 de jun.
- 3 min de leitura
(Por Rafael de Novaes Rocha)

O Cruzeiro chegou de pé à metade da temporada. Nos mata-mata, seguimos vivos; nos pontos corridos, distantes da zona da confusão e já mirando o pelotão de frente. Os primeiros meses da temporada não davam a impressão de que isso aconteceria. Parecia que tudo o que fora construído no ano passado havia sido jogado fora. E o caminho era de fato este. Não fosse pelo nosso novo português favorito: Artur, o reconstrutor, Jorge.
Um trabalho que deu liga instantânea. Rapidamente Artur Jorge consertou os problemas do time e colocou a equipe para jogar futebol - o que não acontecia com o Cruzeiro de Adenor.
Dentre os estragos de Tite, destaque absoluto para a péssima preparação física. Consequências sentidas na pele até hoje. A impressão é que todos jogadores estão rendendo menos do que podem, jogando quase sempre no sacrifício.
Além disso, Tite também é culpado por ter planejado mal a montagem do elenco para a temporada. Sem suprir quase nenhuma das deficiências de nosso plantel, exauriu praticamente todos jogadores no Campeonato Mineiro e deixou um saldo negativo no Brasileirão. Não custa lembrar que passamos as primeiras rodadas na lanterna da campeonato, sem uma mísera vitória. Um trabalho para ser esquecido.
É de fato impressionante que Artur Jorge tenha, em tão pouco tempo, feito tanta coisa. Vem em muito boa hora a pausa na temporada. Descanso, nova pré-temporada e reforços. O português parece disposto - e tem condições - de aparar todas as consideráveis arestas deixadas pelo trabalho anterior.
A perspectiva é muito boa para o segundo semestre.
BATE PAPO NO QUINTAL
1. Copo meio cheio - Existe um lado bom desses próximos meses sem assistir ao Cruzeiro em campo: neste período, os atacantes Chico da Costa e Neymar Villarreal não perderão nenhum gol!
2. Marcos Amaral faz lembrete importante:
“Não podemos esquecer onde estávamos e onde estamos. Jogar com time que só joga por uma bola é muito complicado…”
Tem razão Marcos. A diferença entre o trabalho de Artur Jorge e seu predecessor é tão, mas tão grande, que dá toques miraculosos à chegada do português. Isso em pouquíssimo tempo. É realmente um trabalho de se tirar o chapéu.
E sobre enfrentar times que jogam apenas por uma bola, é melhor acostumar nossos corações. As fases finais do mata-mata serão daí para baixo. O caminho contra esse tipo de adversário é o da paciência e eficiência.
3. Mercado de especulações - Com a pausa da temporada brasileira, começa a temporada insuportável de especulações. Os jargões já são conhecidos: “fulano é sondado"; “tal time monitora sicrano”; “nome de beltrano é ventilado”. Especulações que em grande parte são vazias e quase nunca se concretizam. São criadas para caça de cliques de desavisados e de sedentos por qualquer notícia que envolva seus times. O alvo da vez dessas ‘notícias’ continua sendo o Cruzeiro. Todos sabem que vamos às compras e da boa vontade que nosso dono tem com os valores. Precisamos filtrar o que consumimos; isso serve para notícias boas ou ruins. Paciência que os reforços virão!
4. Clima de Copa - Aproveitando o clima de Copa do Mundo, deixo minha dica cultural: “Brasil 70: A Saga do Tri”. Disponível na Netflix, a série conta a história da conquista do tricampeonato da Seleção Brasileira na Copa de 1970 no México. É uma ótima pedida para os momentos de abstinência do Cruzeiro.
GARIMPO
"É melhor sentar no bar pensando em Deus do que sentar na igreja pensando em cerveja."
(Sabedoria Popular)




De A até A, uma diferença pontual!!!!
O Rei Arthur foi mecânico de avião em pleno voo...