DECISÃO!
- José Dalai Rocha

- há 20 horas
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Quarta-feira, no Mineirão, 8 da noite, contra o Corinthians, pelo Brasileiro, teremos uma “final” invertida: ocupando a lanterna do campeonato, a missão do Cruzeiro é dar finalmente a arrancada pra subida. Essa posição é estranha, inaceitável, para um time que integrou o trio de ouro ano passado. A cotação de nosso treinador continua intranquila e poderá ser definida com o resultado: consolidar-se ou desidratar-se, ficando insustentável.
Torcemos por Tite. Tem histórico vencedor e gabarito técnico. No pós jogo, falou e repetiu: “Eu quero fazer história no Cruzeiro.”
Time pra isto, nós temos. Torcida pra dar apoio com tempo bom ou trovoada, nos sempre temos, lotando o estádio. Estão nos faltando “liga” e atacantes “com cheiro de gol” como disse o nosso treinador sobre Bruno Rodrigues. Precisamos, urgente, de mais “cheiros” na área.
BATE PAPO NO QUINTAL
1. Atlético 1 x 1 América – Mais de 31 mil torcedores assistiram jogo surpreendente, ontem. Após um primeiro tempo de igualdade no domínio das ações de meio de campo e ataque, a etapa final foi de pressão atleticana. Fez um gol e poderia ampliar. Nos minutos finais, o treinador Alberto Valentim colocou uma meninada no time, inclusive o jovem Yalen, emprestado pelo Botafogo. Coube a ele, no finalzinho, fazer o gol de empate. Virou a chave do humor da torcida atleticana. Vaia retumbante.
2. Villalba – Deve estar perdendo o sono, ao pensar naquela jogada um pouco mais que ridícula, empurrando ostensivamente o atacante adversário, cometendo pênalti, em Pouso Alegre. Difícil ser mais infantil. O que espanta é o passado de eficiência do zagueiro, incompatível com aquela insanidade.
3. James Conraddi – acresce bons argumentos em apoio à inversão da lei do impedimento:
“O objetivo deve ser sempre valorizar o gol e não anulá-lo. A minuciosa procura de centímetros visando destruir às vezes uma jogada emocionante, de craque, deve ser para salvá-la. Não o contrário. Com a inversão, quem ganha é o futebol.”
De acordo, James. A mudança continuará dando o mesmo trabalho e provocando o mesmo frisson, só que pra salvar o gol. Outra grande vantagem é a maior segurança do atacante em se posicionar, com uma parte “desimpedida”.
4. Microfone indiscreto – Antes de começar a partida Pouso Alegre x Cruzeiro, o árbitro André Luiz Schettino reuniu os capitães para as instruções de praxe. Finalizou pedindo que só os capitães se dirigissem a ele e estaria pronto a ouvi-los. Xandão, pelo Pouso Alegre imediatamente cravou: “Então eu também poderei falar com o senhor? Porque contra o Atlético o árbitro só ouvia o capitão deles. Eu não pude abrir a boca.”
Pra surpresa de zero pessoas, é mais uma vez a Federação Mineira protegendo o filho preferido.
5. Supremo sem freio - Sob este título, o prof. Matos Carvalhaes manda interessante contribuição a este Bate Papo. Recorda que nos tempos da juventude, nas peladas de futebol, havia um momento que alguém gritava: “Meia hora de açougue!” Era o sinal para o vale tudo: carrinhos, empurrões, pregadas, a violência sem freios em campo. Segundo o professor, o nosso Supremo Tribunal Federal parece estar vivendo “dias de açougue”. Discrição, nobreza, recato profissional, isenção, escrúpulo... estão momentaneamente desativados.
Meu caro prof. Matos, o grande risco que corremos é “normatizar” essas lamentáveis anomalias. Tive a honra de integrar a Magistratura nos anos 80 e 90. Antes, fui jornalista político. Não se conhecia o tom de voz de um ministro do Supremo tal a absoluta discrição com que agiam os integrantes da suprema corte.
6. Noblesse Oblige - Ou seja, grandes poderes trazem grandes responsabilidades. A propósito do seriado de horrores exibido por algumas autoridades, veja-se, ipsis literis, a lição contida no Google, sobre o termo:
“Embora popularizada por um herói dos quadrinhos, essa máxima traduz um principio ancestral que resume a ética do poder: Noblesse Oblige. A expressão francesa significa literalmente “a nobreza obriga.” Em essência ela nos lembra que todo privilégio – seja de nascimento, riqueza, posição ou talento – traz o dever de agir em benefício da sociedade. Não é apenas sobre boas maneiras, mas sobre um código de conduta elevado, em que quem ocupa deve ser exemplo, em generosidade, honra, integridade e cuidado.”
A gente fica com a sensação de que este texto foi escrito ontem, no Brasil: generosidade, honra, integridade e cuidado...
7. Exemplo Real – Enquanto lutamos contra emendas-fantasmas que sugam o orçamento e penduricalhos que almejam premiar com uma folga o funcionário que trabalhar três dias seguidos, na Inglaterra, dentre os muitos processos que enfrenta, o ex-príncipe Andrew, que trabalhou uns tempos para o Governo, responde também por “conduta inadequada no serviço público”.
8. Editorial do Estado de São Paulo - Domingo - Sem meios termos, escarna o absurdo jurídico-processual perpetrado pelo Ministro Alexandre de Moraes ao antecipar, sem o mínimo amparo legal, as medidas coercitivas contra os fiscais da receita. Coisa pra pedir aposentadoria.
Pra quem não é versado em processo judicial: a presepada de Villalba cometendo pênalti em Pouso Alegre vira café pequeno se comparada ao que fez o ministro Moraes, esfarinhando as normas processuais.
Com o blogueiro, a nota média do ministro é cinco; 10 no processo contra os golpistas de 8 de janeiro; zero no caso Master.
GARIMPO
“A culpa é minha, e eu coloco ela em quem eu quiser!”
(Homer Jay Simpson, personagem de Matt Groening, cartunista americano)




Dar "10" de nota para aquele Ministro do STF por ter condenado as pessoas que teriam participado "no processo contra os golpistas de 8 de janeiro"....
Tantos vídeos e provas nas redes sociais mostrando que foi pura armação, que os verdadeiros bandidos já estavam lá destruindo os bens públicos; que esse crápula condenou pessoas por expressarem sua indignação contra os absurdos que o povo brasileiro vem sofrendo por parte desses corruptos e assaltantes da nação, por escrever com batom nuna estátua, por abraçarem a Bandeira do Brasil e mostrarem sua indignação com os desmandos dos poderosos deste País....Dar nota 10 para essa decisão "jurídica" que é uma verdadeira atrocidade.... Putz, desculpe mas vejo tudo isso como uma posição totalmente desqualificação…
Dalai, essa coluna é disparada a pior que já li aqui desde os tempos do super esportes. Vc falou mais de política que de futebol! vamos falar de CRUZEIRO!
Bom dia, Dalai! Vamos nos ater ao futebol! Logo, logo desagradará e trará incômodo aos leitores... A vida já está chata demais com essa polarização diária!
Dalai
Nota 10 pela coluna