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DECISÃO!

  • Foto do escritor: José Dalai Rocha
    José Dalai Rocha
  • há 20 horas
  • 4 min de leitura
Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr
Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Quarta-feira, no Mineirão, 8 da noite, contra o Corinthians, pelo Brasileiro, teremos uma “final” invertida: ocupando a lanterna do campeonato, a missão do Cruzeiro é dar finalmente a arrancada pra subida. Essa posição é estranha, inaceitável, para um time que integrou o trio de ouro ano passado. A cotação de nosso treinador continua intranquila e poderá ser definida com o resultado: consolidar-se ou desidratar-se, ficando insustentável. 

Torcemos por Tite. Tem histórico vencedor e gabarito técnico. No pós jogo, falou e repetiu: “Eu quero fazer história no Cruzeiro.” 


Time pra isto, nós temos. Torcida pra dar apoio com tempo bom ou trovoada, nos sempre temos,  lotando o estádio. Estão nos faltando “liga” e  atacantes “com cheiro de gol” como disse o nosso treinador sobre Bruno Rodrigues. Precisamos, urgente, de mais “cheiros”  na área.


   BATE PAPO NO QUINTAL 


1. Atlético 1 x 1 América – Mais de 31 mil torcedores assistiram jogo surpreendente, ontem.  Após  um primeiro tempo de igualdade no domínio das ações de meio de campo e ataque, a etapa final foi de pressão atleticana. Fez um gol e poderia ampliar. Nos minutos finais, o treinador Alberto Valentim colocou uma meninada no time, inclusive o jovem Yalen, emprestado pelo Botafogo. Coube a ele, no finalzinho, fazer o gol de empate.  Virou a chave do humor da torcida atleticana. Vaia retumbante.


2. Villalba – Deve estar perdendo o sono, ao pensar naquela jogada um pouco mais que ridícula, empurrando ostensivamente o atacante adversário, cometendo pênalti, em Pouso Alegre. Difícil ser mais infantil. O que espanta é o passado de eficiência do zagueiro, incompatível  com aquela insanidade.


3. James Conraddi – acresce bons argumentos em apoio à inversão da lei do impedimento:


“O objetivo deve ser sempre valorizar o gol e não anulá-lo. A minuciosa procura de centímetros visando destruir às vezes uma jogada emocionante, de craque, deve ser para salvá-la. Não o contrário. Com a inversão, quem ganha é o futebol.”


De acordo, James. A mudança continuará dando o mesmo trabalho e provocando o mesmo frisson, só que pra salvar o gol. Outra grande vantagem é a maior segurança do atacante em se posicionar,  com uma parte “desimpedida”.


4. Microfone indiscreto – Antes de começar a partida Pouso Alegre x Cruzeiro, o árbitro André Luiz Schettino reuniu os capitães para as instruções de praxe. Finalizou pedindo que só os capitães se dirigissem a ele e estaria pronto a ouvi-los. Xandão, pelo Pouso Alegre imediatamente cravou: “Então eu também poderei falar com o senhor?  Porque contra o Atlético o árbitro só ouvia o capitão deles. Eu não pude abrir a boca.” 


Pra surpresa de zero pessoas, é mais uma vez a Federação Mineira protegendo o filho preferido.


5. Supremo sem freio -  Sob este título, o prof. Matos Carvalhaes manda interessante contribuição a este Bate Papo. Recorda que nos tempos da juventude, nas peladas de futebol, havia um momento que alguém gritava: “Meia hora de açougue!” Era o sinal para o vale tudo: carrinhos, empurrões, pregadas, a violência sem freios em campo. Segundo o professor, o nosso Supremo Tribunal Federal parece estar vivendo “dias de açougue”. Discrição, nobreza, recato profissional, isenção, escrúpulo... estão momentaneamente desativados.


Meu caro prof. Matos, o grande risco que corremos é “normatizar” essas lamentáveis anomalias. Tive a honra de integrar a Magistratura nos anos 80 e 90. Antes, fui jornalista político. Não se conhecia o tom de voz de um ministro do Supremo tal a absoluta discrição com que agiam  os integrantes da suprema corte.


6. Noblesse Oblige -  Ou seja, grandes poderes trazem grandes responsabilidades. A propósito do seriado de horrores exibido por algumas autoridades, veja-se, ipsis literis,  a lição contida no Google, sobre o termo:


“Embora popularizada por um herói dos quadrinhos, essa máxima traduz um principio ancestral que resume a ética do poder: Noblesse Oblige. A expressão francesa significa literalmente “a nobreza obriga.” Em essência ela nos lembra que todo privilégio – seja de nascimento, riqueza, posição ou talento – traz o dever de agir em benefício da sociedade. Não é apenas sobre  boas maneiras, mas sobre um código de conduta elevado, em que quem ocupa deve ser exemplo, em generosidade, honra, integridade e cuidado.”


A gente fica com a sensação de que este texto foi escrito ontem, no Brasil: generosidade, honra, integridade e cuidado...


7. Exemplo Real – Enquanto lutamos contra emendas-fantasmas que sugam o orçamento e penduricalhos que almejam premiar com uma folga o funcionário que trabalhar três dias seguidos, na Inglaterra, dentre os muitos processos que enfrenta, o  ex-príncipe Andrew, que trabalhou uns tempos para o Governo, responde também por “conduta inadequada no serviço público”. 


8. Editorial do Estado de São Paulo -  Domingo -  Sem meios termos, escarna o absurdo jurídico-processual perpetrado pelo Ministro Alexandre de Moraes ao antecipar, sem o mínimo amparo legal, as medidas coercitivas contra os fiscais da receita. Coisa pra pedir  aposentadoria.


Pra quem não é versado em processo judicial:  a presepada de Villalba cometendo pênalti em Pouso Alegre vira café pequeno se comparada ao que fez o ministro Moraes, esfarinhando as normas processuais.


Com o blogueiro, a nota média do ministro é cinco; 10 no processo contra os golpistas de 8 de janeiro; zero no caso Master.


GARIMPO

“A culpa é minha,  e eu coloco ela em quem eu quiser!”

(Homer Jay Simpson, personagem de Matt Groening, cartunista americano)



 
 
 

4 comentários


Flavio Luizi Lobato
há 10 horas

Dar  "10" de nota para aquele Ministro do STF por ter condenado as pessoas que teriam participado "no processo contra os golpistas de 8 de janeiro"....

Tantos vídeos e provas nas redes sociais mostrando que foi pura armação, que os verdadeiros bandidos já estavam lá destruindo os bens públicos; que esse crápula condenou pessoas por expressarem sua indignação contra os absurdos que o povo brasileiro vem sofrendo por parte desses corruptos e assaltantes da nação, por escrever com batom nuna estátua, por abraçarem a Bandeira do Brasil e mostrarem sua indignação com os desmandos dos poderosos deste País....Dar nota 10 para essa decisão "jurídica" que é uma verdadeira atrocidade.... Putz, desculpe mas vejo tudo isso como uma posição totalmente desqualificação…

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Maninho PORTOZEIROS
há 11 horas

Dalai, essa coluna é disparada a pior que já li aqui desde os tempos do super esportes. Vc falou mais de política que de futebol! vamos falar de CRUZEIRO!


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Convidado:
há 13 horas

Bom dia, Dalai! Vamos nos ater ao futebol! Logo, logo desagradará e trará incômodo aos leitores... A vida já está chata demais com essa polarização diária!

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Convidado:
há 14 horas

Dalai

Nota 10 pela coluna

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