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UFA!

  • Foto do escritor: José Dalai Rocha
    José Dalai Rocha
  • há 16 horas
  • 4 min de leitura
Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr
Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Flickr

Foi de matar e de morrer!


O 2 x 1 contra o Bragantino foi teste pra cardíacos. Cada bola lançada em nossa área, principalmente com os escanteios, a pressão dos corações azuis subia a 20. O 3 x 1 poderia acontecer a qualquer momento, mas também o 2 x 2. Mas seria lamentável não sairmos com os 3 pontos, após uma penca de gols perdidos, principalmente pelo centroavante Neyser. Cara a cara, perde três e faz um. Tem a obrigação de se aprimorar sob pena de perder vaga substituindo Kaio Jorge. Contundido, nosso centroavante titular estava no Mineirão, mas nos camarotes, assistindo a uma partida na qual, pelo curso das jogadas de ataque, ele, em condições normais, faria no mínimo três gols.


No pós jogo, nosso técnico Artur Jorge reconheceu que “sofremos mais do que precisava”. E como sofremos! Desde o drama dos primeiros minutos, com o gol do Bragantino e as vaias da torcida ao nosso goleiro Matheus Cunha, os riscos de um segundo gol beiravam o insuportável, afinal esse time deu um chocolate no Flamengo. Enquanto isto,  empilhávamos gols perdidos. O tema deve ser obrigatório nas frações de tempo para treinamentos técnicos e reflexões nas palestras enquanto prosseguimos na Libertadores, quarta-feira, 19h, no Mineirão, enfrentando o Universidade Católica, do Chile.


  BATE PAPO NO QUINTAL


1. Escanteios – O jogo de ontem foi uma lição dada pelo Bragantino sob o título: Como bater escanteios. Cada cobrança espalhava o pânico em nossa defesa e na torcida. Vamos aprender com eles?


2. Gerson – Até que enfim, estreou no Cruzeiro. Fez sua melhor partida.


3. Antônio Tonidandel, com veneno inimaginável:


“Ontem (sábado) o time do Banco Master perdeu só pra sacanear o Cruzeiro na tabela!”


4. José Odilon Faustino, escrevendo antes do jogo contra o Bragantino, perde a paciência com Chico da Costa:


“O amigo Antônio Tonidandel me mandou mensagem espinafrando o KJ. Disse a ele que o nosso centroavante é um matador, mas é preciso que alguém lhe dê assistências tipo a que o Chico isolou. Aliás, o Chico deveria seguir o seu  “paitrocinador” e tomar o mesmo rumo. Coitado, a cigana o enganou...”


Concordo. Inclusive com a defesa do KJ. Meu colega e amigo Tonidandel tem de se recordar dos gols que nos deram vitórias inesquecíveis! O saldo é mais que positivo.


5. Ponto pra Eduardo Dominguez! -  O novo treinador atleticano vem se caracterizando por lavar roupa suja fora de casa. Óbvio que há limites quanto ao teor da sujeira. Mas no geral, no comum não tem melindres.  Após a derrota para o Puerto Cabello, na Venezuela, abriu baterias contra quem jogou e titulares que não jogaram.


Como? Criticar quem não jogou? Intrigado, passei a pesquisar o tema e, descobrindo a causa, incluí Dominguez no grau 10 da sociabilidade. O pivô da tragédia é o celular.


A colunista Kelen Cristina, edição de sexta-feira do Estado de Minas, sob o título “Os recados de Eduardo Dominguez no Atlético”, esclarece e reproduz o ponto crucial do desabafo do treinador:


“Quem não jogou não está isento de culpa. Como encarou  este jogo sabendo que não ia jogar? Como esteve do lado de fora? Esteve com o telefone ou presente? indagou o técnico.”


Numa conversa amiga, de duas, três ou quatro pessoas; num almoço, num coquetel, numa reunião de família, ao lado do gramado, no banco, durante um jogo,  o uso de celular  é uma mensagem gestual que significa:  não estou aguentando ficar aqui, está insuportável ficar com vocês...


Esta falta absoluta de educação social  mina a convivência humana. Muita gente transfere a afetividade para os animais. Eles não usam celular. 


Anos atrás, durante aquela inusitada paralização do Whatsapp por três dias, educadores se preocuparam com os jovens e mandaram advertência: “Se você acordar, ir para a mesa do café e encontrar pessoas estranhas, não se espante: é a sua família.”


6. Marcos Mineiro, representando por certo a Nação Azul, define: 


“Lucas Silva pode não ser um gênio do futebol. Pode apenas ser um jogador razoável. Pode ser mediano em tudo, mas em uma coisa ninguém pode superá-lo atualmente: é um cruzeirense com letras maiúsculas, sempre pronto a ajudar, seja titular ou reserva, sem reclamar, sempre suando a camisa pelo Cruzeiro. Se pelo menos a metade dos jogadores tivesse o espírito de time que ele tem, o Cruzeiro seria imbatível...”


Marcos Mineiro, acho que a concordância com você é unânime. E acrescento: chega treinador novo, tira Lucas Silva do time e, à medida que os jogos acontecem, vai voltando com ele até tornar-se, de novo, titular. Hoje é peça imprescindível em nosso meio campo.


7. Marcos foca o VAR-mengo:


Assistindo ao jogo do Varmengo contra o Cusco, fiquei estarrecido com a luta dos caras para arranjar um impedimento milimétrico para anular o gol do Cusco!”


Flamengo, Corinthians e agora Palmeiras serem protegidos pela arbitragem tornou-se lugar comum, mesmo em alguns jogos internacionais. Lamentável.   


8. Olha eu aí renova o estoque de gozações, mesmo sentindo que o gerador começa a dar sinais de inversão de rotação. Há cheiro de mudança no ar. Escreveu antes da rodada de fim de semana, meio ressabiado. Como se sentisse a brisa do Último Baile da Ilha Fiscal.


Encerra profeticamente:


“E agora eu já vou antes que me perguntem como foi o jogo do Atlético ontem na Sulamericana. É porque eu já avisei: aqui é lugar de falar do Cruzeiro e suas desventuras. Falar do Atlético aqui, só o Dalai”.


Ok. Procure evitar também perguntas sobre o jogo contra o Santos.


9. Antenor Guimarães  quer confissão no QUINTAL


“Dalai, afinal quem é o “Olha eu aí”? Sinto que conheço o estilo de antigo debatedor com você. Temas controversos viravam discussão, sempre com elegância e respeito.”


Antenor, você está certo. Mas não sou eu quem tem de fazer a delação premiada. 


GARIMPO


“A História tem, de vez em quando, uns ataques epilépticos”.

(Cacá Diegues)

 
 
 

2 comentários


Marcos Amaral
há 9 horas

Finalmente um apresentação Master

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Convidado:
há 9 horas

Marcos Amaral

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