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CRUZEIRO COMEÇA E TERMINA COM 9

  • Foto do escritor: José Dalai Rocha
    José Dalai Rocha
  • 4 de mai.
  • 2 min de leitura

Gustavo Martins/ Cruzeiro
Gustavo Martins/ Cruzeiro

Arroyo e Kaiki, dois cracaços nossos, não entraram em campo sábado no time do Cruzeiro. Após grandes atuações que tornam os dois selecionáveis, pareciam jogadores de condomínio. O ponta, que amassou o Boca Juniors, errou todas as jogadas que tentou e quando cruzava, a bola saía do estádio. O lateral, além de desnecessária jogada temerária na área, resultante em pênalti e cartão amarelo, fez falta desclassificante na beira do campo, também sem a mínima necessidade, tomando o segundo amarelo e, por isso, o vermelho.


O Cruzeiro, que na prática atuava sem os dois jogadores, passou a jogar oficialmente com nove, ante as expulsões de Kaiki e Arroyo.


Ambos têm crédito com a torcida e isto precisa ser sempre lembrado, mas não impede severa chamada de atenção, em papo reservado, ressaltando o prejuízo incalculável, prático e moral, causado pelas atitudes intempestivas, absolutamente dispensáveis. 


Em condições normais de tempo e temperatura, seria jogo pra três pontos com o nosso time subindo na tabela, prá surpresa de zero pessoas. Atleticanos esperavam isto e já se conformavam.


A surpresa foi a antecipação de festa junina pró-Atlético organizada por Arroyo e Kaiki. Decepção para um Mineirão inteiro.


Lamentável. 


Tomara que tenham aprendido a lição. Um ótimo remédio é assistir tapes de craques atuando em jogos difíceis. Alguma coisa boa sempre fica. 


Zagueiros como Gamarra e Luizinho, por exemplo, com atuações brilhantes, passavam temporadas sem sequer levar um cartão amarelo. Com craque, a primeira opção rarissimamente é a falta.


BATE PAPO NO QUINTAL


1. Libertadores, quarta-feira: Universidade Católica x Cruzeiro

Sabe aquela derrota no último minuto, 1 x 2, em pleno Mineirão? Chega a hora do troco, na casa deles: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, no Chile. 11 da noite. É vencer ou vencer.


2. Praia Clube – espetacular, campeã da Superliga Feminina de Vôlei


O Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, ficou lotado (10.200 torcedores) na manhã de ontem para a grande decisão do vôlei nacional feminino entre Gerdau Minas e Praia Clube. A disputa, por si só, confirma, uma vez mais, a primazia de Minas no vôlei brasileiro. Por três sets a zero, a equipe de Uberlândia ficou com a taça.


O Praia Clube havia perdido os cinco últimos confrontos com o Minas, mas agigantou-se na disputa do título nacional. Grande atuação da ponteira Michelle Pavão que recebeu o Troféu Viva Vôlei, como melhor jogadora da partida.


3. João Câmara -  traz um enfoque novo para o pós-clássico:


“Dalai, você não acha que devemos agradecer o Lyanco? Ultimamente, além de bom sparing  ele só nos tem dado alegria...”


João, seria cômico se não fosse trágico. Aquela entrada contra o Bruno Rodrigues, chutando tudo com extrema violência e covardia, poderia quebrar a perna de nosso atacante. Aliás, seria o cumprimento de macabra previsão feita pelo próprio Lyanco.


GARIMPO


“É fácil dissimular a sabedoria, mas quase impossível ocultar a ignorância. ”

(Cid Cercal)

 
 
 

4 comentários


Alejandro
05 de mai.

O time do Cruzeiro entrou com a certeza de que passaria o trator por cima, mas não foi isso que aconteceu. A autoestima do Atleticano estava lá embaixo, mas são nesses momentos que a Massa mostra que é diferenciada, não é o Atlético de Hulk, como a mídia do eixo gosta de falar. É o Galo da Massa, a torcida do Galo sempre foi e sempre será o décimo segundo jogador, aquele que lutará até o fim e empurrará o resto do time.


Esqueceram que do outro lado havia uma camisa, que futebol é jogado. Agora só resta inventar desculpas, que o Real Madrid da Pampulha fez o pior jogo do século, que jogador não entrou em campo, etc. Éverson…


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Marcos Mineiro
04 de mai.

Dr. Dalai, tenho procurado algum comentário um pouco mais lúcido sobre o jogo/derrota de sábado. Realmente, foi um péssimo jogo:faltou tudo: força, vontade, vigor físisco, controle emocional, péssima atuação individual, participação infeliz do técnico, etc... etc..... Entretanto, fiquei meditando um pouco sobre tudo aquilo e tentei achar algum motivo para tamanho desastre. Daí, lembrei-me de que o Cruzeiro, desde o dia 2 de abril, até sábado, 2 de maio, participou de 10 jogos: 6 pelo brasileirão, 3 pela Libertadores e 1 pela Copa do Brasil. Nesses jogos, enfrentou, São Paulo, Grêmio, Bragantino, Atlético, Barcelona SC, Univ. Católica e Boca juniors - uma partida a cada 3 dias!!! Convenhamos que o esforço despendido foi tremendo, com 6 vitórias, 3 derro…

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Bernardo
04 de mai.

39 vitórias a mais na história dos confrontos.

Isso não é uma rivalidade.

Não devemos chamar de freguês- é cliente platinum!

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Halisson Souza
04 de mai.

Esqueceu de mencionar o nó tático que o herói português levou do modesto tecnico Eduardo Dominguez. Proporcionou o vexame em frente aos incrédulos 52mil cruzeirenses presentes. É bom também reconhecer e dar crédito a quem é de direito, isso é uma grande virtude. Ficou parecendo que só Arroyo e Kaiki foram culpados pelo vexame. E outra, se fosse Matheus Cunha no gol, estariam dizendo que foram bolas defensáveis. Reconheça a limitação do elenco cruzeirense, que sempre foi um time de jogadores mais ou menos. A diferença do ano passado é que todos estavam em boa fase.

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